Decisão do STF considera quadro de saúde do ex-presidente
O ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (24), após mais de dois meses na Papudinha. O pedido, que já havia sido negado anteriormente, foi reapresentado pela defesa após a internação de Bolsonaro por pneumonia bacteriana em março e teve aval da Procuradoria-Geral da República.
Condições de saúde
Durante o período em que permaneceu na Papudinha, Bolsonaro recebeu mais de 140 atendimentos médicos, incluindo consultas diárias com profissionais particulares e da própria unidade prisional. A defesa argumentou que o ambiente não oferecia condições adequadas para o tratamento do ex-presidente, considerando seu quadro de saúde, que inclui doenças cardiovasculares, respiratórias e histórico de cirurgias abdominais extensas.
Pressão política
A decisão ocorre após articulação de aliados junto a ministros do Supremo Tribunal Federal, incluindo participação do governador Tarcísio de Freitas, do senador Flávio Bolsonaro, do presidente do PL Valdemar Costa Neto e do senador Ciro Nogueira.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A prisão domiciliar passa a valer a partir desta terça-feira, com acompanhamento judicial e condições determinadas pelo STF.
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