A movimentação nos bastidores políticos de Anápolis começa a aumentar. Na semana que passou, houve anúncio de nova direção de partido; desfiliação e filiação de vereadores em novas legendas partidárias e anúncio de candidaturas federais. Além, ainda, de críticas a “deputado paraquedista”.
O Partido da Mobilização Nacional terá novo comando em Anápolis.
A direção da legenda terá à frente ninguém menos que o radialista e repórter político, Lucivan Machado.

Em ano eleitoral, o novo dirigente do PMN deve acompanhar e trabalhar junto à direção regional nas articulações para a montagem da chapa de nomes do partido que vão disputar cadeiras na Assembleia e na Câmara Federal.
Além, claro, do trabalho de fortalecimento interno do partido e aquisição de novas filiações. Portanto, muitos desafios à frente.
Mas com certeza, com o conhecimento adquirido nos bastidores da política de Goiás e de Anápolis, sobretudo, fará um bom trabalho no PMN. Um bom nome para oxigenar a renovar a política partidária local.
Trocas de partido
Por conta da fusão entre o PSL e o DEM, resultando na criação do União Brasil, a composição de bancadas na Câmara Municipal sofreu alterações.
O União Brasil, aliás, estava forte, com três cadeiras no Legislativo anápolis, com os vereadores: Jean Carlos e João da Luz (eram do DEM) e Policial Federal Suender (ex-PSL).
Só que não demorou e o novo partido “desidratou”.
O vereador Policial Federal Suender foi para o PRTB, que não tinha nenhuma vaga na Câmara.
O vereador João da Luz migrou para o PSC, fazendo companhia ao colega Wederson Lopes. Portanto, a legenda ficou com duas cadeiras.
O vereador João Carlos permaneceu e, assim, o União Brasil ficou com uma cadeira.



Federais
Pelo andar da carruagem, dois nomes da Câmara Municipal devem disputar uma das 17 cadeiras na Câmara Federal. Um dos postulantes é o presidente Leandro Ribeiro, do Progressistas, que já havia manifestado seu interesse em disputar o cargo.
Agora, o vereador João da Luz também informou que vai disputar o mesmo cargo. Ele, inclusive, deixou o União Brasil (era remanescente do antigo DEM) e, agora, estará filiado ao Partido Social Cristão (PSC), a convite do deputado federal Glaustin da Fokus, que deverá buscar a reeleição.
Críticas pesadas

O deputado estadual Humberto Teófilo (sem partido) foi alvo de pesadas críticas na Câmara Municipal de Anápolis, após um vídeo que ele divulgou nas redes sociais, fazendo cobranças ao prefeito Roberto Naves, sobre a concessão do reajuste de 33% aos professores, dado pelo presidente Jair Bolsonaro.
Participação feminina no Governo Municipal se destaca
O vereador Delcimar Fortunato (Avante), afirmou, que o deputado “tem mania de fazer críticas a prefeitos para se promover”. “Não podemos aceitar esse oportunista”, completou.
Seu colega João Feitosa (PP), dispensou a “elegância” na crítica: “O eleitor anapolino tem de mandar esse malandro lá para a baixa da égua”, disparou.
O vereador Suender Silva (União Brasil) tentou por panos quentes, dizendo que Teófilo encaminhou emenda de R$ 100 mil para a cidade. Valor que os seus pares consideraram uma “mixaria”.
Lembrança
No calor do debate, outro deputado foi lembrado: Cairo Salim (PROS), que andou espalhando mensagens em outdoor na cidade, dizendo ser o deputado da família anapolina.
Entretanto, apesar dessa ligação, não há informação de que o parlamentar tenha trazido emendas para beneficiar o Município, ao longo do seu mandato.
O fato é que, na medida em que as eleições vão se aproximando, o debate político aumenta e aumenta, nos bastidores, a troca de farpas.
Sem pressa…
Enquanto a oposição não se define, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) deixa correr as rédeas da sucessão estadual. Para ele, não há interesse nenhum em destravar a corrida eleitoral. Aliás, muito pelo contrário, ele só se beneficia com esse clima de “banho maria”.
A definição, no campo de oposição, tem de um lado o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (sem partido) e o ex-governador Marconi Perillo (PSDB).
Ambos têm o olhar voltado ao Palácio das Esmeraldas. Mas, se os dois saírem, os votos se fragmentam. O que, também, não é interessante.
Volta
O vereador Wederson Lopes (PSC) pode ser chamado a ocupar um cargo na administração do prefeito Roberto Naves. Ele, inclusive, no primeiro mandato, já esteve na área do Meio Ambiente. Ainda não está certo qual seria o seu novo destino na Administração Municipal. Mas, caso se concretize, quem retorna para a vereança é o suplente, o empresário Eli Rosa.
Passar o bastão?

Repercutiu a afirmação atribuída ao presidente Jair Bolsonaro, de que ele não vê a hora de entregar o bastão e ir pescar. Só que, ele não disse quando.
Caso se candidate e seja reeleito, Bolsonaro não tem de passar o bastão e fica mais quatro anos no poder. Nesse caso, a pescaria esperaria mais um pouco.
Mas, como já é de costume, as frases do presidente sempre causam polêmica, de uma forma ou de outra.
Canetadas
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado enviou veto à emenda do deputado estadual Antônio Gomide que solicitava R$ 69,7 milhões em recursos para reajustar o plano de carreira dos professores da Universidade Estadual de Goiás (UEG).
Caiado vetou outras 148 emendas não impositivas enviadas pelos deputados da Casa durante o processo de tramitação da Lei Orçamentária Anual de 2022.
Armas
A votação da proposta que regulamenta o porte de arma de fogo para caçadores, atiradores e colecionadores (CACs) foi adiada novamente pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Senadores com restrições e críticas ao Projeto de Lei 3.723/2019 conseguiram a concessão de um novo pedido de vista da proposição.
De acordo com a Agência Senado, os parlamentares alegaram que o relator, senador Marcos do Val (Podemos-ES), fez uma série de modificações no texto, acolhendo dezenas de emendas- entre elas, autorizações para acesso a armas para uma série de categorias profissionais.
O que foi contrário ao acordo que vinha sendo costurado.
Pingo nos ii´s
– Henrique Meirelles, do PSD, que o querem como candidato ao Senado por Goiás, tem recebido muitas críticas, pelo fato de estar muito tempo fora do Estado e, agora, retornar para tocar daqui um projeto político.
– A eleição será no dia 2 de outubro. E, até agora, não se vê muita empolgação por parte do eleitorado. Pode ser pelo fato de que o jogo, de fato, ainda não começou. Mas, pode ser também um pouco de apatia com a política. Vamos aguardar!
– E, no caso da eleição presidencial, o que não vai faltar é tema para debate: pandemia, retomada econômica, inflação, guerra Rússia X Ucrânia.
– Supremo X Telegram. Presidente do TSE, Edson Fachin enviou ofício à representação do serviço de mensagens Telegram, com pedido de apoio ao Programa de Enfrentamento à Desinformação nas eleições desse ano. Mais um capítulo da queda de braço.




