O presidente da Câmara Municipal de Anápolis, Vereador Leandro Ribeiro, comentou o resultado da reunião que teve com os promotores de Justiça, Sandra Mara Garbelini (coordenadora do MP e titular da 15ª Promotoria) e Arthur José Jacon Matias (titular da 11ª Promotoria) para tratar sobre a obra inacabada do Legislativo local.
De acordo com Leandro Ribeiro, a posição externada pelos representantes do Ministério Público – embasada em estudos, relatórios e perícias técnicas do próprio MP – é que será muito difícil dar continuidade àquela obra, inclusive, considerando a possibilidade de que, caso fosse concluída, haveria problemas posteriores com manutenção.
O “novo” prédio da Câmara Municipal começou a ser construído em cima de uma praça, num terreno alagadiço, na região central de Anápolis. Cerca de R$ 7 milhões foram gastos na estrutura. Desde 2016, a obra encontra-se paralisada, em razão da constatação de vários erros de arquitetura e engenharia. Um estudo feito por uma comissão técnica da Prefeitura, composta de engenheiros e arquitetos, apontou que seria necessário investir cerca de R$ 13 milhões para concluir a edificação.
E, conforme já disse o presidente Leandro Ribeiro, a manutenção do prédio, caso venha a ser concluído, seria complexa e onerosa, devido às condições do terreno brejoso, favorecendo o surgimento de infiltrações e outros problemas estruturais.

Segundo Leandro Ribeiro, a decisão sobre demolir ou não o prédio deve ser do Prefeito Roberto Naves. “É uma decisão delicada”, reconhece o presidente, destacando que a mesma não pode ter um cunho político. Além disso, ele informou que irá se reunir com os demais 22 vereadores, a fim de que o próprio parlamento possa tirar um posicionamento que venha respaldar as decisões a serem tomadas.
Para Leandro Ribeiro, o recurso estimado para terminar a obra é mais do que suficiente para uma nova edificação. Além disso, entrará na pauta de discussão também a possibilidade de locação de um prédio único para abrigar toda estrutura do Poder Legislativo, hoje espalhada entre o prédio antigo e três anexos e sem condições de acessibilidade para pessoas que têm dificuldade de locomoção.
Além disso, deve ser buscada uma definição sobre a destinação do prédio antigo, que teve uma parte demolida (onde funcionava o plenário) para que fosse conectada à parte nova. Essa conexão também faz parte do conjunto de erros de projetos e execução da obra que, por diversas vezes, foi mostrada pela imprensa, em nível nacional, pelos erros grosseiros e por ser um exemplo de mau uso de recursos públicos. A decisão sobre demolir ou não o prédio, no entanto, não deve trazer prejuízos às ações no âmbito do Judiciário, para identificar e punir todos os responsáveis pelos erros que levaram à paralisação da obra e a má aplicação das verbas ali empregadas, diga-se de passagem, dinheiro do contribuinte anapolino.




