Virou uma verdadeira febre, as publicações, nas redes sociais, de campanhas para ajudas a pessoas enfermas. Os clamores, a maioria carregada de forte emoção, se multiplicam e são expostas pessoas em situação de penúria, inclusive crianças, o que deveria ser olhado pelas autoridades competentes, principalmente para se averiguar a autenticidade de cada caso.
Cenas degradantes são veiculadas, com exposição da fragilidade dos doentes. O que chama a atenção é o crescimento do volume dessas mensagens. Leva a entender que os enfermos não têm qualquer apoio do Sistema Único de Saúde e estão fadados a morrerem à míngua, se não obtiverem a proteção e a caridade pública. Se isto for verdade, mesmo, é o retrato da falência do serviço de saúde pública do Brasil, país rico, mas, que, não estaria preocupado com o bem estar da comunidade.
Diante disso, as pessoas “de bom coração”, colaboram com tais campanhas e, assim, assumem uma obrigação que, constitucionalmente seria dos governos (municipais, estaduais e Federal). Estes sim, têm o dever de acompanhar e cuidar dos cidadãos em dificuldade. E, se houver, alguma fraude, como já foram detectadas algumas, punir os faltosos. O que não tem soado bem é o avanço no número de campanhas e o silêncio das autoridades competentes sobre o assunto. Só para refrescar a memória, no ano passado um casal foi preso em Joinville, Santa Catarina, após ser condenado por gastar parte dos três milhões de reais arrecadados em uma campanha para o tratamento médico de um filho, portador de atrofia muscular espinhal (AME), para comprar carro de luxo, joias e uma viagem turística ao arquipélago de Fernando de Noronha.
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