2026 desponta como um dos anos mais atípicos da História, marcado por eventos que mexerão com o mundo inteiro. Fechamos 2025 com conflitos sem solução, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, que já dura quase três anos, e a disputa entre Israel e Hamas, igualmente prolongada. Em meio às incertezas, comunidades sobrevivem ao sabor das decisões dos poderosos, sem perspectivas claras de paz ou estabilidade internacional.
Por Vander Lúcio Barbosa
No Brasil, o cenário não é menos complexo. Reformas prometidas em 2025 não saíram do papel, e a tributária, anunciada como prioridade, ainda carece de aplicação prática e clareza sobre seus resultados. O país parece adormecido, aguardando o fim do carnaval para despertar. Até lá, samba e cerveja dominam, revelando a cultura de postergar decisões importantes diante das festividades populares.
O Congresso Nacional também segue em ritmo lento. Parlamentares desfrutam de mais um recesso, e como 2026 é ano eleitoral, não se espera grandes avanços legislativos. Mais de 85% dos deputados e senadores pretendem disputar a reeleição ou outros cargos, o que transforma o calendário político em palco de estratégias pessoais. As cidades já começam a ver movimentações eleitorais, com velhos nomes reaparecendo e poucos rostos novos surgindo.
As eleições presidenciais e estaduais ganham destaque na mídia, mas pouco inovam. A maioria dos candidatos repete figuras conhecidas, reforçando a ideia de que o objetivo central é permanecer no poder. O povo participa do processo em outubro, mas logo é esquecido até o próximo ciclo eleitoral. O enredo se repete: promessas, campanhas, votos e, depois, distanciamento entre eleitores e eleitos, perpetuando a sensação de abandono democrático.
Além da política, 2026 será marcado pela Copa do Mundo de Futebol. O país para por um mês inteiro para acompanhar a Seleção Canarinho e outras equipes. O futebol, mais uma vez, se sobrepõe às urgências nacionais. Dias de trabalho são “enforcados” para assistir aos jogos, enquanto problemas estruturais permanecem sem solução. A paixão esportiva serve de válvula de escape para uma sociedade carente de respostas.
No horizonte, não há sinais de melhorias significativas. Segurança pública segue caótica, desemprego elevado, saúde precária, infraestrutura deficiente e educação em crise. Governos prometem, mas pouco entregam. O consolo, para muitos, é que 2026 terá eleições e Copa do Mundo. O restante, como sempre, fica para depois, reforçando o ciclo de adiamentos que marca a vida nacional.
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