Relato da vítima revelou anos de violência sexual e manipulação dentro da própria casa
A Justiça de Goiás condenou um homem a 90 anos de prisão em regime fechado por abusar sexualmente da própria filha em Santa Helena de Goiás. Os crimes começaram quando ela tinha 16 anos e continuaram por três anos, período marcado por ameaças, coação e manipulação psicológica. A mãe denunciou o caso após ouvir a confissão da jovem, cujo depoimento detalhado foi determinante para a condenação.
Detalhes revelados
De acordo com o Ministério Público de Goiás (MPGO), o primeiro abuso ocorreu em 2017, quando a adolescente acordou e viu o pai sobre ela, em ato de violência sexual. A vítima relatou que nunca havia tido relações antes desse episódio. Após isso, o agressor repetiu os abusos sob violência e grave ameaça, e a obrigou a tomar contraceptivos de emergência, a chamada “pílula do dia seguinte”, em diversas ocasiões. Em 2019, já com 18 anos, os crimes continuaram enquanto ela trabalhava na loja do réu. Ele tentou manipulá-la emocionalmente, afirmando arrependimento e pedindo uma “nova chance”.
Impacto emocional
A jovem desenvolveu depressão durante o período de violência e chegou a atentar contra a própria vida. O caso só veio à tona quando a mãe percebeu o sofrimento intenso da filha e recebeu a confissão, dando início à denúncia. A juíza responsável ressaltou que o condenado se aproveitou da relação de confiança e do vínculo familiar para manter a violência ao longo dos anos, recorrendo à intimidação e manipulação.
Indenização fixada
Além da pena de prisão, o homem deverá pagar R$ 50 mil à filha como indenização pelos danos sofridos. A decisão atendeu integralmente aos pedidos do MPGO e seguiu o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso reforça a importância da denúncia e do acolhimento às vítimas de violência sexual no ambiente doméstico.
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