Ferramenta fortalece a perícia digital e amplia a capacidade de produção de provas em investigações criminais
A Polícia Federal incorporou uma tecnologia forense que permite acessar todo o conteúdo de celulares apreendidos, mesmo quando os aparelhos estão desligados e protegidos por senha. Com isso, a corporação amplia de forma significativa sua capacidade de coleta de provas digitais e fortalece o avanço de investigações complexas. Além disso, a nova ferramenta reduz as possibilidades de ocultação de informações por parte de investigados e impede a destruição remota de dados considerados estratégicos.
Diferentemente dos métodos tradicionais, que se concentram apenas no desbloqueio da tela do aparelho, a perícia da Polícia Federal consegue extrair integralmente os dados armazenados na memória interna do dispositivo. Assim, os técnicos recuperam mensagens, registros de chamadas, fotos, vídeos, arquivos, históricos de aplicativos e informações de localização. Dessa forma, os celulares passam a atuar como uma das principais fontes de prova em inquéritos de grande relevância.
Além disso, os peritos iniciam o procedimento isolando completamente o aparelho de qualquer tipo de comunicação externa. Para isso, eles utilizam estruturas que bloqueiam sinais de rede móvel, Wi-Fi e Bluetooth. Com isso, impedem tentativas de apagamento remoto de informações e preservam a integridade dos dados que ainda não foram analisados.
Perícia digital
Em seguida, os especialistas criam uma cópia integral do conteúdo do celular, conhecida tecnicamente como “imagem forense” do dispositivo. Assim, eles garantem que todas as informações fiquem preservadas em seu estado original. Ao mesmo tempo, esse método permite que a análise seja feita sem alterar ou comprometer os dados armazenados no aparelho apreendido.
Além disso, a tecnologia possibilita que os investigadores trabalhem com segurança jurídica e técnica, já que o material extraído permanece fiel ao conteúdo original. Dessa maneira, a Polícia Federal fortalece a validade das provas apresentadas nos processos judiciais e amplia a robustez das investigações.
Especialistas em segurança pública avaliam que esse avanço representa um novo patamar para a perícia digital no Brasil. Isso ocorre porque, atualmente, a maior parte das comunicações pessoais, profissionais e financeiras circula por meio de smartphones. Assim, o acesso completo a esses dados se torna decisivo para o esclarecimento de crimes complexos.
Por outro lado, a existência dessa tecnologia também explica o clima de apreensão observado no meio político e empresarial após operações recentes da Polícia Federal. Isso acontece porque nem mesmo aparelhos considerados altamente seguros ou inacessíveis conseguem impedir o trabalho técnico da perícia especializada.
Limites legais
Apesar do alto nível tecnológico, a Polícia Federal reforça que o uso desse recurso depende de autorização judicial e segue critérios legais rigorosos. Dessa forma, os peritos só analisam informações que tenham relação direta com o objeto da investigação, respeitando os direitos individuais e as garantias constitucionais.
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