O presidente Jair Bolsonaro participou de uma videoconferência com governadores para tratar do enfrentamento da crise do coronavírus.
Na abertura do encontro, ele afirmou que deve sancionar o projeto de auxílio financeiro. Bolsonaro pediu consenso em torno da manutenção dos vetos que pretende fazer ao projeto. Um dos trechos que deve ser vetado é o que permitia reajuste a servidores no período da pandemia. O congelamento de salários era uma contrapartida pedida pelo governo, mas o texto foi modificado no Congresso. Ele defendeu o congelamentos dos salários dos servidores até o fim de 2021. A reunião ocorreu em clima de cordialidade entre os participantes, depois de atritos nos últimos dias. Desde o início da crise, Bolsonaro vem criticando governadores por causa das medidas de isolamento tomadas para evitar o alastramento do vírus.
No pronunciamento de todas as autoridades houve pedido de união e defesa do trabalho conjunto entre os poderes para enfrentamento da pandemia. O tom de cordialidade foi visto inclusive entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que vêm trocando ataques nos últimos meses e, numa videoconferência em março, chegaram a ter uma discussão acalorada. “Quero exaltar e cumprimentar a forma com que essa reunião está sendo conduzida. O Brasil precisa estar unido para vencer a crise, ajudar e proteger a saúde dos brasileiros. O nosso foco neste momento é exatamente esse, proteger os brasileiros em todo o Brasil”, disse Doria.
“O governo federal, ao lado aqui dos presidentes da Câmara e do Senado, se Deus quiser sancionará hoje mesmo esse projeto, com vetos, os quais, segundo nosso entendimento e com toda a certeza da maioria senão totalidade dos senhores governadores, deve ser mantido. Isso é bom para todos nós”, finalizou Bolsonaro. A expectativa, segundo analistas políticos é de que, se levada adiante, a trégua política possa finalmente resultar no pico da curva e consequente diminuição dos casos da doença em todo o país, graças à ações conjuntas entre governos federal, estaduais e municipais, em desacordo até o momento.




