Crime teria sido arquitetado de dentro da prisão
Da Redação
A Polícia Civil, por meio do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Anápolis, deu cumprimento, nesta terça-feira, 26/09, a um mandado de prisão preventiva em desfavor de W.S.C., de 29 anos.
W.S.C. é apontado como mandante do duplo latrocínio ocorrido no dia 31 de maio de 2017, na sede do Juizado da Infância e Juventude de Anápolis, situado na Avenida Miguel João, Setor Central.
O crime
No dia dos fatos, dois adolescentes, sob o comando do indiciado, invadiram o órgão do Poder Judiciário e mataram a tiros os vigilantes Joel Pereira Dutra, de 65 anos, e Celso Roberto, 34.
Durante o crime, um dos indivíduos teria subtraído a arma de Celso que, posteriormente, foi recuperada e apreendida após um roubo de veículo ocorrido na localidade de Jaranápolis, cujo autor intelectual, segundo os adolescentes envolvidos, também seria W.S.C.
Ambos os jovens foram submetidos a medidas socioeducativa e colaboraram com a corporação durante o período das investigações.
Investigação
Posteriormente, uma mulher, identificada pelas iniciais de L.F., de 25 anos, também foi presa, como a pessoa responsável por fornecer as armas e veículos para os adolescentes. O mandante, W.S.C., foi indiciado pelo crime de duplo latrocínio e se encontra recolhido no Presídio Estadual de Anápolis, onde já cumpre pena, à disposição da justiça.
O rapaz já possuía passagens por associação criminosa, receptação, roubo qualificado e homicídio. Em caso de condenação pelo duplo latrocínio, sua pena poderá chegar a de 60 anos de prisão.
Ainda segundo informado pela GIH, a principal hipótese é que os garotos tenham entrado no local para roubar as armas dos vigilantes, como de fato aconteceu com uma das vítimas.
Em razão de medidas protetivas, por força de lei, autoridades policiais não divulgaram os nomes dos envolvidos neste caso. Foram fornecidas somente as iniciais dos indiciados.
Com informações do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Anápolis