Casas modulares de 50 m² usam blocos de encaixe
O Amazonas iniciou um projeto piloto de casas populares feitas com plástico reciclável, com unidades de 50 m² montadas por encaixe, sem argamassa. O modelo permite erguer a estrutura principal em até cinco dias, com prioridade para famílias de baixa renda e moradores de áreas de risco em Iranduba, Região Metropolitana de Manaus.
O sistema transforma resíduos pós-consumo em blocos modulares, reduzindo a dependência de materiais tradicionais e encurtando a logística de transporte. A produção é realizada localmente em Manaus, no Centro de Reciclagem da Defesa Civil, que processa o plástico em blocos prontos para construção. A capacidade inicial da planta é de 80 toneladas de plástico por mês, suficiente para até dez casas, dependendo do padrão de cada unidade.
Estrutura modular
Cada residência possui dois quartos, sala, cozinha e banheiro, seguindo o padrão de habitação social para famílias pequenas. Os blocos se encaixam em um sistema modular que dispensa argamassa, acelerando a montagem da estrutura. O prazo de cinco dias refere-se apenas à construção da estrutura principal; etapas como preparação do terreno, instalações elétricas e hidráulicas influenciam o cronograma final.
O material foi desenvolvido para resistir ao clima quente e úmido da região, prevenindo infiltrações e mofo. O sistema modular também permite futuras ampliações, acrescentando novos módulos conforme a necessidade da família.

Produção e sustentabilidade
O plástico utilizado será adquirido de cooperativas e associações de catadores, criando demanda para coleta seletiva e geração de renda local. O projeto integra a política Amazonas Ecolar, que une habitação e economia circular, transformando resíduos em insumos de construção civil.
Cada unidade tem custo estimado de R$ 60 mil e pode incluir biodigestores, embora detalhes sobre financiamento, critérios de seleção e metas de escala não tenham sido divulgados.
O projeto piloto prevê a entrega das primeiras casas até março de 2026, e a população poderá observar resultados sobre custo, manutenção e velocidade de ocupação quando as unidades forem habitadas.
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