Em ano de eleições gerais, reacende em Anápolis o debate sobre a retomada do protagonismo político da cidade.
Por Vander Lúcio Barbosa
É um debate importante, que não passa apenas pela questão quantitativa, ou seja, do número de políticos do município que podem vir a ocupar cargos eletivos com os votos do eleitorado anapolino no pleito de outubro próximo.
O protagonismo político exige, sobretudo, engajamento. Na última eleição, em 2024, a Justiça Eleitoral contabilizou em Anápolis uma abstenção de 34,24%, representando 100.195 votos que deixaram de ser dados.
Essa abstenção de mais de 100 mil eleitores é um vácuo grande de participação e isso traz reflexos que precisam ser mensurados, quando estamos falando de protagonizar politicamente.
Para além do número de representantes eleitos- que é muito importante- tem-se também a questão da cobrança.
O protagonismo que Anápolis deve buscar se estende após os votos depositados nas urnas, com a cobrança aos eleitos das propostas que foram colocadas em campanha. E não só isso, cobrar também, no caso do Governo de Goiás, espaço no secretariado e voz no acompanhamento das tomadas de decisões.
O município não só pode como deve cobrar esse espaço que, inclusive, já teve em outros momentos no passado. Credenciais não faltam, sobretudo, pelo papel estratégico que a cidade tem no contexto econômico com o seu polo industrial, o Porto Seco, o comércio atacadista.
Grande parcela do que é arrecadado no município é redistribuído a vários outros municípios menores. A empresa de saneamento se mantém com uma receita considerável pelo que arrecada em Anápolis e isso permite a ela investir em cidades de menor porte. Além do que, Anápolis é também referência regional nas áreas da saúde e no ensino superior.
Assim, Anápolis exerce sim um papel de locomotiva que ajuda outras cidades em várias áreas e isso tem de ser considerado. O desafio está em nossas mãos.
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