Para o pleito do ano que vem (2026) a expectativa é de que esse número aumente, tendo em vista o bom desempenho desses cidadãos em um momento tão importante da vida nacional
O psicopedagogo goiano Veimatos Caldeira Duarte, de 52 anos, pessoa com deficiência visual desde os 30, atuou pela primeira vez como mesário voluntário no pleito de 6 de outubro de 2024, em Goiânia. No primeiro turno, ele, também, exerceu o direito ao voto na escola onde é eleitor, no Setor Marista. Ele disse que exerceu sua cidadania em um dia importante para a democracia. O profissional foi um dos mais de cinco mil e 900 mesários com deficiência que atuaram nas Eleições Municipais de 2024. “A gente se sente útil. Se eu posso fazer, outras pessoas com deficiência também podem”, destacou Veimatos. De acordo com ele, a oportunidade de ser mesário surgiu do incentivo de uma colega de profissão que havia se voluntariado para trabalhar nas eleições. Para que não houvesse restrições no dia do pleito, a seção em que Veimatos Caldeira atuou foi adaptada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás para recebê-lo.
Proposta de inserção
A adaptação de sistemas e sites a fim de ampliar o acesso da pessoa com deficiência no exercício do voto em condições de igualdade é um dos itens previstos na Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 23.381/2012, que instituiu o Programa de Acessibilidade da Justiça Eleitoral. Em quatro anos, o número de mesárias e mesários que se autodeclaram com deficiência mais do que dobrou: passou de 2.395 nas Eleições de 2020 para 5.944 no último pleito, de acordo com dados do Cadastro Eleitoral. A maioria foi de mulheres (57,36%), enquanto os homens representaram 42,64%. Entre as deficiências mais comuns enfrentadas pelos mesários, estão a de locomoção (1.465), seguida pela deficiência visual (1.049) e pela auditiva (693). A acessibilidade às pessoas com deficiência no processo eleitoral é garantida pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).
Os mesários passam por treinamento oferecido pelos TREs e recebem várias orientações, entre elas instruções sobre como ajudar e orientar os eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida a exercerem o voto. Devem, por exemplo, ajudar os colaboradores que atuam no dia da votação, ficar atentos à fila de votação e dar prioridade, na hora do voto, às eleitoras e aos eleitores com deficiência, com mais de 60 anos, às gestantes, às lactantes e àqueles acompanhados por crianças de colo.
As possibilidades
Eleitoras e eleitores maiores de 18 anos, em dia com a Justiça Eleitoral, podem se candidatar para atuar como mesários. Após inscrição, integram uma lista e podem ser convocados conforme necessidade. O Brasil possui cerca de 1,4 milhão de pessoas com deficiência registradas no cadastro eleitoral. Para garantir inclusão, o TSE lançou a campanha “Votar é meu direito”, incentivando esse público a informar sua condição no Portal do TSE ou nos cartórios. Assim, nas Eleições de 2026, será possível direcioná-los a locais de votação mais acessíveis e adequados às suas necessidades. (Fonte: Tribunal Superior Eleitoral)
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