O ano de 2026 começa com vários desafios para Anápolis. Um deles, certamente, é o resgate do protagonismo econômico da cidade, que sempre foi símbolo em Goiás (e no Brasil), de desenvolvimento.
Vandeer Lúcio Barbosa
Não por acaso, Anápolis ganhou um “apelido” de Manchester goiana, em alusão à cidade inglesa tida como o berço da revolução industrial.
O município, de fato, tem ao longo de toda a sua história, uma vocação desenvolvimentista, passando por vários ciclos econômicos até chegar ao processo de industrialização, que ganhou força em meados da década de 1970, com a implantação do Distrito Agro Industrial de Anápolis (DAIA).
Antes, porém, a cidade teve o período da indústria do arroz (grandes cerealistas), assim como a indústria ceramista, que foi uma base importante para ajudar na construção de duas capitais- Goiânia e Brasília.
Contudo, nos últimos anos, o setor industrial desacelerou. As razões são diversas, não cabe aqui relacionar. Anápolis perdeu duas posições no ranking goiano do PIB (Produto Interno Bruto), caindo do segundo para o quarto lugar, atrás de Aparecida de Goiânia, Rio Verde e Goiânia.
Mas, o importante agora não é ficar olhando para retrovisor. É preciso encarar o desafio de devolver esse protagonismo econômico à cidade e num cenário desafiador, que é o fim da política de incentivos fiscais, ou seja, da chamada guerra fiscal.
Esse desafio requer união de esforços do Poder Executivo, dos políticos que representam o município, das entidades do setor produtivo e, mesmo, da população em geral, acompanhando e apoiando as inciativas.
Pode-se dizer que será necessário fazer uma força-tarefa e, obviamente, não focar apenas na indústria, que é um segmento importante. Mas também outros setores da economia que podem e devem ser fortalecidos.
Para isso, será necessário colocar no radar as oportunidades que estão sendo criadas com as inovações e novas tecnologias. Há muito para se pensar e fazer.
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