Avanço pode revolucionar transfusões em situações de emergência e locais remotos
Cientistas japoneses desenvolveram um sangue artificial compatível com qualquer tipo sanguíneo, representando um avanço significativo para a medicina de emergência e atendimentos em locais de difícil acesso. O estudo foi publicado na revista científica Transfusion e detalha a criação de “vesículas de hemoglobina” com aproximadamente 250 nanômetros, que imitam a função dos glóbulos vermelhos no transporte de oxigênio.
Testes
Nos testes realizados com coelhos, o sangue artificial demonstrou resultados semelhantes ao sangue humano, sem apresentar efeitos colaterais graves. A principal vantagem dessa inovação é a compatibilidade universal, eliminando a necessidade de testes de tipagem sanguínea em situações de urgência, o que pode salvar inúmeras vidas.
Outro diferencial do sangue sintético é a facilidade de armazenamento. Ele pode ser mantido à temperatura ambiente por mais de um ano, superando as limitações do sangue humano, que exige refrigeração e possui validade curta. Essa característica torna o produto ideal para ser utilizado em regiões isoladas, zonas de conflito e em situações de desastres naturais.
Além de atender emergências, o desenvolvimento do sangue artificial surge como resposta à crescente escassez de doadores, especialmente em países com populações envelhecidas. Embora os testes em humanos ainda estejam em estágio inicial, os pesquisadores estão otimistas e acreditam que o produto pode ser liberado para uso clínico até o final desta década.
Se aprovado, o sangue sintético promete revolucionar o sistema de transfusões em todo o mundo, oferecendo acesso a tratamentos mais seguros, eficientes e acessíveis.
Com informações do thebrewnews
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