Claudius Brito
O secretário municipal de Indústria, Comércio e Serviços, Marcos Abrão, está trabalhando uma estratégia com vistas a atrair novos investimentos para aquecer a economia anapolina.
Há poucos dias, o titular da Pasta se reuniu com lideranças do Fórum Empresarial de Anápolis, com objetivos de discutir algumas pautas prioritárias para serem trabalhadas em parceria entre o poder público e o setor produtivo.
Marcos Abrão destaca que pretende se reunir também com presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, e montar uma agenda de visitas a escritórios de prospecção de negócios em São Paulo.
Por outro lado, a secretaria também quer atuar para que o Estado de Goiás possa, efetivamente, liberar uma parte da área da Plataforma Logística, localizada na divisa com o Distrito Agro Industrial de Anápolis (DAIA), para suprir a necessidade de áreas para a instalação de novos empreendimentos industriais.
Segundo Marcos Abrão, a secretaria deve contratar um técnico especializado em direito fundiário. Esse técnico deve auxiliar também no projeto que o Município desenvolve desde o ano passado para a implantação do Distrito Industrial Municipal, o Politec, que deve ter um perfil diferenciado, ou seja, vai abrigar indústrias de base tecnológica.
Marcos Abrão observa que Anápolis está recendo, na Ala 2 (Base Aérea) as modernas aeronaves KC-390 e, futuramente, os caças Gripen e há possibilidade de que empresas “satélites” possam vir para cá dando suporte em algumas demandas do setor aeronáutico.
Pós-pandemia
Para o secretário, é necessário que o Município fortalecer a base econômica para o enfrentamento do período pós-pandemia. Ele destaca que, apesar do momento de crise no cenário da pandemia, Anápolis tem tido anúncios importantes de investimentos, citando o caso da montadora de veículos CAOA, que anunciou um volume de R$ 1,5 bilhão em investimentos nos próximos cinco anos e, mais recentemente, a Brainfarma, um braço da Hyper Pharma, que anunciou investimentos na sua planta, no DAIA, na ordem de R$ 2 bilhões, com previsão de geração de 2 mil empregos diretos nos próximos anos.
Na reunião com o Fórum Empresarial, o secretário foi chamado a unir esforços com a classe empresarial, visando destravar alguns projetos estratégicos da cidade. “Chegou a hora de destravar muitos problemas que têm se avolumado. Precisamos de mãos dadas, com muito diálogo, resolver questões do DAIA e também do Centro de Convenções, Aeroporto de Cargas e tirar do papel o Distrito Industrial Municipal de Anápolis”, afirmou o presidente da Fieg Regional Anápolis, Wilson de Oliveira, também membro do Fórum Empresarial.




