Eugene Peterson, conhecido escritor canadense, relata sua experiência numa série de palestras em uma universidade, ocasião em que um aluno indagou: “Qual é a coisa mais interessante da vida?” Peterson respondeu que nunca havia parado para pensar sobre isso, mas deu uma resposta imediata: o “Caos!”
Segundo Eugene Peterson, o caos tem o poder de desestabilizar e por isso nos ajuda a ter percepções que não teríamos em tempos de estabilidade e sossego. Durante o caos, somos obrigados a olhar a vida com uma perspectiva nova e por isso encontramos respostas para o momento que vivemos. Muitas mudanças significativas acontecem em tempos de instabilidade e desequilíbrio.
A Teoria do Caos é considerada um ramo da ciência e da matemática. Ela estuda sistemas complexos e dinâmicos que, apesar de parecerem aleatórios ou desordenados, são regidos por leis determinísticas muito sensíveis a pequenas mudanças. O conceito mais famoso, popularizado pelo meteorologista Edward Lorenz, é o Efeito Borboleta.
A ideia é a de que o bater de asas de uma borboleta no Brasil poderia, teoricamente, desencadear um tornado no Texas semanas depois. No mundo real, isso significa que em sistemas complexos (como o clima, a economia ou até as relações humanas) é impossível prever o futuro com precisão absoluta. Ora, nunca conhecemos todas as variáveis iniciais.
A verdade é que existe “ordem dentro da desordem”. Muitas pessoas popularizaram esta ideia dizendo que Deus escreve certo por linhas tortas, apesar de que Deus nunca usa linhas tortas.
Na ciência, o “caos” não significa “bagunça completa”, mas imprevisibilidade.
Na vida comum, pensamos de forma linear: se eu dobrar o esforço, dobro o resultado. Ja na Teoria do Caos, a relação não é proporcional. Ou seja: um pequeno empurrão pode não fazer nada hoje, mas pode causar um colapso ou uma verdadeira revolução amanhã.
Essa teoria nos ensina a humildade de que há forças e variáveis que só Deus (o Senhor da Ordem e do Caos) domina. Também nos ensina a termos confiança porque, mesmo quando tudo parece caótico, a vida não é desproposital. Afinal, “O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.” (Pv 16.9).
A teoria é quase uma explicação matemática para o versículo acima: lançamos as variáveis, mas a complexidade do resultado final pertence à soberania de Deus.
Muitas vezes, o caos não vem para destruir, mas para interromper. Sistemas aparentemente desordenados não são aleatórios. Eles estão apenas se reorganizando. É por isso que o que parece bagunça pode ser o início de uma nova ordem que não sabemos nomear ainda.
O caos muitas vezes chega não como uma punição, mas como uma forma de reorientar a vida. Ele nos arranca da zona morna, quebra estruturas frágeis e desmonta a falsa segurança. Esta é razão pela qual, depois de grandes perdas, algumas pessoas dizem que foi a melhor coisa que lhes aconteceu. A bagunça vem para mostrar novas possibilidades, afinal há uma misteriosa ordem no caos.
Não se assuste com os dias maus, nem com notícias devastadoras. Respire fundo, creia, ore, tente entender o que este momento caótico pode te ensinar. E que nos lembramos do que C. S. Lewis afirmou: “Não desperdice suas lágrimas!”
Junte-se aos grupos de WhatsApp do Portal CONTEXTO e fique por dentro das principais notícias de Anápolis e região. Clique aqui.



