Pesquisa do Einstein registra resultados iniciais positivos com terapia CAR-T produzida no país
Projeto CARTHIAE
O Hospital Israelita Albert Einstein conduz o estudo CARTHIAE, primeiro ensaio clínico de fase I de uma terapia CAR-T totalmente produzida dentro de um hospital no Brasil. A pesquisa conta com financiamento do Ministério da Saúde, por meio do PROADI-SUS, e recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Assim, o projeto passa a representar um marco no desenvolvimento nacional de terapias avançadas no campo da oncologia.
Resultados iniciais
Na fase I do estudo, os pesquisadores observaram que cerca de 70% dos pacientes tratados alcançaram remissão da doença. Além disso, a maioria dos participantes apresentou resposta positiva ao tratamento, especialmente em casos de cânceres hematológicos que não respondiam às terapias convencionais. Com isso, os dados iniciais indicam a viabilidade clínica da produção nacional da terapia CAR-T em ambiente hospitalar.
Terapia CAR-T
A terapia CAR-T utiliza células de defesa do próprio paciente, que são coletadas e modificadas geneticamente em laboratório para reconhecer e atacar células cancerígenas. Em seguida, essas células são reinfundidas no organismo. Dessa forma, o tratamento atua de maneira personalizada e direcionada, sendo considerado uma das abordagens mais avançadas no combate a determinados tipos de câncer.
Próximas etapas
Com os resultados obtidos na fase I, a expectativa é que a fase II do estudo tenha início entre 2026 e 2027. Paralelamente, o projeto trabalha para manter a produção nacional ativa e avalia parcerias com instituições como a Fiocruz. Assim, a iniciativa busca ampliar a escala de produção e fortalecer a autonomia do Brasil no desenvolvimento de terapias celulares avançadas.
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