Os recente distúrbios internacionais que envolvem pequenas, médias e, até, grandes potências, como as guerras entre Rússia e Ucrânia, Israel e Irã, Estados Unidos e Venezuela, remetem o imaginário popular a, volta e meia, abordar uma eventual e suposta Terceira a Guerra Mundial. Tido, por enquanto, como improvável, por diversos motivos, um conflito dessa magnitude, por certo, teria desdobramentos inimagináveis e imprevisíveis. Mas, a pergunta que fica é: em caso de isso acontecer, o que seria do Brasil? As repostas, também, divagam e nem os “especialistas em beligerância” de plantão responderiam com facilidade. Estaria o País, pelo menos, minimamente preparado para uma situação dessa?
Tem-se praticamente, como certo que o Brasil, provavelmente, não entraria em uma guerra, a menos que situações muito específicas se apresentassem. Isso incluiria um conflito claro, onde houvesse a certeza sobre qual lado estaria certo e se percebesse que esse lado poderia perder, o que forçaria a tomar uma posição. Ressalte-se que na Segunda Guerra Mundial, o Brasil entrou bem depois do início do conflito. Uma das grandes vantagens do Brasil é sua localização geográfica. Trata-se da nação mais extensa da América do Sul, cercada por uma riqueza de recursos naturais e distante dos principais centros de conflito global.
Por isso, pode-se dizer que essa posição estratégica é vista como vantagem em tempos de incerteza, pois protege o território brasileiro da destruição e do combate. Há a teoria de que o maior risco seria escolher o lado errado em um conflito. Caso o Brasil se alinhe a regimes autoritários, fornecendo grandes quantidades de alimentos e matérias-primas a países como a China, poderiam surgir tensões com os Estados Unidos. Em cenário extremo, haveria até retaliações contra navios brasileiros. A entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial ocorreu após o afundamento de embarcações nacionais. São, contudo, hipóteses sujeitas a mudanças.
Outra pergunta que surge é: se isso viesse a acontecer, o Brasil declararia guerra aos Estados Unidos? A visão mais provável é que o País adotaria uma postura de neutralidade forçada para evitar envolvimento direto no conflito. Além disso, guerras impactam a economia e aumentam a demanda por produtos básicos como alimentos, energia e equipamentos de defesa. O Brasil pode se destacar como fornecedor nesse cenário. Entre espionagem e contraespionagem, nenhum país sabe, com precisão, o que o outro esconde para um enfrentamento bélico. Melhor não arriscar.
Junte-se aos grupos de WhatsApp do Portal CONTEXTO e fique por dentro das principais notícias de Anápolis e região. Clique aqui.




