O Terminal Urbano de Anápolis, localizado na região central de Anápolis, foi inaugurado em 1986, na gestão do então prefeito Adhemar Santillo. Uma obra visionária e importante, porque trazia com propósito a integração do sistema de transporte coletivo da cidade, que era então operado pela TCA (Transportes Coletivos de Anápolis).
Essa base se mantém até hoje e é peça fundamental no sistema operado pela concessionária Urban (Mobilidade Urbana Anápolis).
Mas, não é só o transporte público que é carregado na bagagem da história do Terminal Urbano. Ali tem também, bem colado, o antigo prédio da Estação Ferroviária “Prefeito José Fernandes Valente”, que completou 90 anos em 2025.
Essa edificação simboliza um período áureo do município, com a chegada do modal ferroviário em 1935, destacando a economia local no cenário regional e até nacional.
Os trilhos do progresso, no entanto, foram retirados da área central em 1976. Entre 1978 a 1985, o prédio serviu de instalação para as operações do Tiro de Guerra (TG 001).
A convivência entre o Terminal Urbana e a antiga Estação Ferroviária foi pacífica até 1998, quando houve a ampliação do terminal do transporte coletivo, com a implantação do Terminal Urbano 2, como era denominado. Essa obra deixou o terminal “enjaulado” e quase “invisível” devido às estruturas montadas.
Obviamente, isso acabou gerando polêmicas e a questão foi parar no Ministério Público, que iniciou uma ação, em 2008, para a remoção das estruturas do Terminal 2 que ofuscavam a construção histórica.
A questão foi parar no Judiciário e após percorrer por várias instâncias, saiu em 2011 a decisão definitiva para a demolição de parte do terminal. Contudo, essa remoção só foi concluída em 2015.
O historiador Jairo Alves Leite, presidente do Instituto Jan Magalinski, foi um dos que, na época, esteve na linha de frente de defesa do patrimônio histórico da antiga estação ferroviária.
Inclusive, na época, ele apresentou projeto para deslocamento do Terminal Urbano para o Terminal “Josias Moreira Braga”, que por sua vez poderia ir ou para próximo à BR ou na área onde está localizado o Centro de Treinamento da Anapolina. Na BR, a alternativa seria o local onde está o Centro de Convenções. Mas, esse projeto não foi adiante. Porém, a luta pela preservação da antiga estação teve êxito e lá, inclusive, a história dos trilhos em Anápolis segue preservada e tombada ao patrimônio histórico do município.
Concessões
A história do Terminal Urbano de Anápolis também remete às concessões que operaram o sistema.
A TCA operou o transporte de massa de passageiros no município por 52 anos ininterruptos e, ao longo desse período, trouxe experiências inovadoras ao sistema.
Porém, o edital 008/2010 da Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT) daria um novo rumo à história.
E a história continua. No ano passado, após assumir a Prefeitura de Anápolis, o prefeito Márcio Corrêa realizou um concurso para revitalização do Centro da cidade. E, claro, o terminal e o transporte público estão inseridos nesse contexto, como também estão na construção do novo Plano Diretor.
Sem nome
Apesar de sua importância histórica, o Terminal Urbano nunca ganhou um nome de “batismo”, o que é comum em se tratando logradouros públicos, que geralmente têm denominação definidas a partir de projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal, no caso, já que se trata de um logradouro municipal. (Com colaboração e imagens cedidas por Jairo Leite, Instituto Jan Magalinski)
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