A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), deflagrou, nesta terça-feira (10), a Operação Núcleo Paralelo para apurar a prática, em tese, dos crimes de associação criminosa, modificação irregular de contrato administrativo e fraude em contrato público relacionados a um contrato de 2024.
Segundo informado pela PCGO, esse contrato teria sido firmado entre a então Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social do município de Goiânia e uma empresa fornecedora de tinta inseticida.
As investigações, iniciadas em 2025, apontam diversas irregularidades no processo licitatório e na execução contratual para aquisição e aplicação de 2.500 latas de tinta inseticida, totalizando 10 mil litros do produto, ao custo de R$ 4.4 milhões.
Entre os indícios apurados estão a criação de um núcleo informal de compras dentro da secretaria para acelerar a contratação, entrega de produto em desacordo com o previsto no contrato, fornecimento de material próximo ao vencimento.
Além de falhas na fiscalização, ausência de controle no almoxarifado e inconsistências entre a metragem contratada e a efetivamente executada.
Também foram constatados indícios de aplicação do produto em imóveis desativados ou sem critérios técnicos definidos, além de possíveis divergências entre o volume adquirido, aplicado e remanescente.
Prejuízo e mandados
O prejuízo ao erário apurado até o momento é de R$ 2,7 milhões.
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados judiciais, sendo dois mandados de prisão temporária em Brasília (DF) e 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia (GO), Valparaíso de Goiás (GO) e Brasília (DF).
A Justiça também determinou a quebra de sigilos telefônicos, telemáticos, bancários e fiscais, além do sequestro de valores até o limite do prejuízo investigado.
A operação contou com o apoio da Polícia Civil do Distrito Federal no cumprimento das medidas judiciais em Brasília.
Com informações e imagem da PCGO
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