Caso raro amplia opções para infertilidade uterina com tecnologia médica
Uma mulher na Austrália deu à luz um bebê saudável após ter recebido um transplante de útero doado por sua própria mãe, marcando o primeiro nascimento desse tipo no país e chamando atenção da comunidade científica internacional.
Procedimento e gravidez
A paciente, Kirsty Bryant, passou por uma histerectomia em 2021, quando perdeu o útero devido a complicações após o parto da sua primeira filha, Violet. Em janeiro de 2023, ela participou de um estudo clínico no Royal Hospital for Women, em Sydney, e recebeu o transplante do útero de sua mãe, Michelle Hayton.
Meses depois da cirurgia, com o novo útero funcional, Bryant engravidou por meio da transferência de embriões congelados em um ciclo natural. Em 15 de dezembro de 2023, ela deu à luz um menino, chamado Henry, por meio de cesariana, com aproximadamente 2,9 kg, indicando sucesso no processo desde o transplante até o parto.

Dados clínicos e acompanhamento
O transplante foi parte de um ensaio clínico registrado e supervisionado por uma equipe multidisciplinar. O procedimento envolveu protocolos de imunossupressão semelhantes aos usados em transplantes renais e acompanhamento obstétrico ao longo da gestação. O nascimento do bebê ocorreu após a transferência de um embrião de alta qualidade em um ciclo natural cerca de três meses após o transplante.
Segundo registros médicos, a mãe desenvolveu diabetes gestacional tratada com insulina durante a gravidez, mas o bebê nasceu com parâmetros considerados saudáveis e tanto ele quanto a mãe receberam alta hospitalar alguns dias após o parto.
Contexto e implicações
O caso representa um avanço no campo da medicina reprodutiva, ampliando as opções para mulheres com infertilidade uterina — condição que pode resultar da ausência congênita do útero ou de remoção cirúrgica por complicações obstétricas. Transplantes de útero continuam a ser estudados em ensaios clínicos em vários países, oferecendo uma alternativa à adoção e à gestação por substituição para quem deseja gestar biologicamente seus próprios filhos.
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