Quatro mandatários, na história recente do país, foram presos: Lula, Michel Temer, Fernando Collor e Jair Bolsonaro. Um histórico ruim para o Brasil, diga-se de passagem. E, já que o assunto é história, há 40 anos Anápolis deixava de ser Área de Segurança Nacional. Os “irmãos coragem” foram fundamentais nesse processo.
Histórico ruim

O Brasil carrega um peso ruim dentro da sua história recente: em sete anos, quatro mandatários do país foram presos. Nãos se tem notícia de uma situação paralela a essa em outros países.
Lula (atual presidente, era ex na época da condenação) foi preso em 2018 após processo de corrupção e lavagem de dinheiro no caso envolvendo o apartamento triplex do Guarujá. Ele ficou 580 dias encarcerado.
Em 2019, foi preso o ex-presidente Michel Temer, num desdobramento da Operação Lava Jato que investigava irregularidades na construção da usina nuclear Angra 3, localizada no Rio de Janeiro. Ele permaneceu apenas quatro dias encarcerado.
Em 2024, foi decretada a prisão do ex-presidente Fernando Collor, segundo se divulgou, por envolvimento em um esquema de corrupção na BR Distribuidora. Com problemas de saúde, Collor recebeu o benefício da prisão humanitária. Quem determinou a prisão de Collor foi o ministro Alexandre de Moraes.
O mesmo que agora, recentemente, decretou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro e o cumprimento da prisão definitiva da condenação que Bolsonaro sofreu no STF por tentativa de golpe de Estado.
Retomada democrática

Em 1985, portanto, há 40 anos, Anápolis deixava a condição de Área de Interesse da Segurança Nacional. Com isso, a partir de então, a população pode novamente eleger, pelo voto, os seus mandatários.
A retomada da democracia foi um momento importante da política nacional e este momento histórico teve três personagens anapolinos, os chamados “irmãos coragem” da família Santillo: Romualdo, Henrique e Adhemar. Naquele mesmo ano, os anapolinos foram às urnas e escolheram Adhemar Santillo para ser o Prefeito de Anápolis.
Em 1986, Henrique Santillo disputou e venceu a eleição para o Governo de Goiás. Seu irmão, Romualdo, chegava pelas urnas ao segundo mandato de deputado estadual.
Comedido

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é virtual candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores, foi até comedido ao falar sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, seu principal adversário político (não eleitoral, porque Bolsonaro está inelegível).
Nem ficaria bem ao seu status, fazer algum tipo de comemoração. Mesmo ainda porque, politicamente, é cedo para avaliar o cenário que será desenhado para 2026. Bolsonaro não estará diretamente no jogo, mas a direita vai entrar com o seu candidato.
E outros segmentos, mais ao centro, vão certamente mirar na candidatura petista.

- Saiu na mídia. O apresentador de televisão, Luciano Huck sinaliza novamente o desejo de concorrer ao cargo de Presidente da República, assim como fez em 2018 e 2022. Mas, ele recuou. E, agora, vai?
- O Diretório Municipal do Cidadania, em Anápolis, realizará o Congresso Municipal, no dia 8 de dezembro próximo, às 20h30, no plenário da Câmara Municipal. Nesse encontro, ocorrerá a eleição do novo diretória e a respectiva Comissão Executiva.
- Parece que a prisão preventiva minimizou o impacto da prisão definitiva da condenação do STF de trama golpista do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Era de se esperar que houvesse uma reação maior, como a que houve quando Lula se entregou para ser preso. Foi algo meio cinematográfico, na época.
- Não se sabe ainda que impacto a prisão de Bolsonaro terá sobre o processo eleitoral de 2026. Mas, certamente, terá. Não se pode negar que a sua liderança ainda exerce influência sobre muitos políticos e uma fatia grande do eleitorado nacional.
- Com os quatro deputados estaduais de Anápolis concorrendo à reeleição, o município teria condições de buscar mais uma ou duas cadeiras? O jogo não será fácil em 2026.
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