O chamado missionário vai muito além do desejo de servir a Deus. Como cristãos, todos temos nossas funções no corpo de Cristo e dons e talentos que devemos usar em prol do Reino. O missionário, entretanto, entrega-se, sob todos os aspectos e sem reservas, ao ministério que lhe foi confiado, prevalecendo sempre a vontade e os planos do Senhor.
Ao aceitar o desafio, deixa para trás sonhos e projetos exclusivamente pessoais para vivenciar os sonhos e projetos que Deus tem para a humanidade e para ele. Sua vida não mais lhe pertence e ao Senhor cabem todas as decisões. Para alguns, essas afirmações podem não fazer sentido e, aos mais céticos, podem até parecer impraticáveis. Todavia, essa é a realidade daqueles que optam por dedicar-se a missões.
A Missão Vida, com a graça de Deus, tem recebido, ao longo dos anos, homens e mulheres com chamado missionário e verdadeiramente interessados em dedicar-se ao trabalho para o Senhor. A bondade, misericórdia e fidelidade divinas permitem que esses servos compreendam e vivam para o ministério, seguindo orientações e acatando decisões mediante oração, jejum e meditação na palavra de Deus. Isso não quer dizer que não tenham suas famílias, seus projetos, suas expectativas como todo e qualquer ser humano. A diferença reside no fato de que tais projetos e expectativas não estão acima ou sequer são equivalentes aos planos de Deus que, sempre, terão prevalência sobre os desejos pessoais.
Em entrevista recente transmitida pelo Instagram (disponível em @oficialmissaovida), tive a oportunidade de conversar com o casal de missionários Adnilso Lucas e Rose Almeida. Na Missão Vida há nove anos, eles relataram as decisões que tomaram e o que deixaram para trás ao responderem afirmativamente ao chamado de Deus para o trabalho na obra. Carreiras profissionais bem-sucedidas, estabilidade financeira e social e proximidade com a família não foram empecilhos para que aceitassem o desafio da vida missionária e viessem trabalhar na Missão Vida sem qualquer promessa ou acordo salarial prévio.
“Não importa quanto eu vou ganhar, o que importa é que o Senhor está me chamando e Ele vai suprir todas as minhas necessidades. Nós não trabalhamos por dinheiro, mas pela paixão que o próprio Deus coloca no nosso coração de servi-lo”, contou Rose sobre o que disse à sua chefe ao apresentar seu pedido de demissão.
Adnilso ressaltou que as dúvidas iniciais, inclusive em relação à idade para iniciar o ministério, foram dirimidas e que tem convicção de seu chamado. “Já recebi ótimas propostas de emprego, mas não tive dificuldade em recusá-las porque sei que sou um missionário e tudo o que Deus colocar nas minhas mãos vou executar com alegria e paixão”, acrescentou.
Sobre a vida missionária, Rose pontuou que é preciso andar segundo a direção de Deus. “As minhas vontades e razões devem ser eliminadas. Para isso, preciso pedir ao Espírito Santo que me dê discernimento, paz de espírito e entendimento”. Como sempre digo: para caminhar na direção que o Senhor me ordena e submeter-me à Sua vontade, não é simples. É um processo que leva tempo e requer disposição e intimidade diária com o Senhor, que abre os caminhos.
Adnilson e Rose estão entre os muitos missionários atuantes na Missão Vida e que, convictos de seus chamados, estão sempre abertos a mudar de curso quando orientados por Deus e dispostos a servir onde puderem ser úteis. Oremos por eles e por todos os missionários cristãos no Brasil e no mundo para que o Senhor os proteja, conduza e supra todas as suas necessidades, pois responderam afirmativamente ao chamado e, assim como Paulo, afirmaram: “todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus” (At 20.24).




