A Organização Mundial de Saúde, a OMS, ainda não decretou o fim da pandemia da Covid-19 ou do coronavírus. Isso porque ainda se tem registros da doença por vários países, porém, numa escala menor do que se teve após o seu surgimento no final de 2019 e os seus agravamentos nos anos de 2020 e 2021.
Em 30 de janeiro de 2020, a OMS classificou o surto como Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional e, em 11 de março de 2020 como pandemia. Em 5 de maio de 2023 foi retirada a classificação de Emergência Pública de Âmbito Internacional, mas não houve então, a partir daí, a retirada da classificação de pandemia. Portanto, não acabou!
Não acabou, mas o cenário sombrio do início da pandemia é outro e isso foi possível com a chegada da vacina. Isso ocorreu há cinco anos.
Antes disso, vale um retrospecto de como Anápolis estava inserida no contexto da pandemia.
Na madrugada de 9 de fevereiro de 2020, aviões da Força Aérea Brasileira pousavam na Base Aérea de Anápolis, trazendo 34 repatriados da China, mais especificamente da cidade de Wuhan, onde tudo começou. Como se dizia na época, era o “epicentro” da pandemia.
Foi uma grande mobilização, que despertou interesse da imprensa nacional e internacional para cobrir essa acolhida.
Era só o começo. Os repatriados permaneceram durante algum período e foram liberados para retornarem às suas famílias, em diversas partes do país, sem intercorrência.
O primeiro caso de Covid registrado no município não demorou a surgir, foi no dia 16 de março de 2020. No dia 30 de abril, a primeira morte: uma mulher de 75 anos de idade.
Conforme levantamento feito pelo CONTEXTO, no primeiro ano da pandemia, em 2020, foram 408 óbitos no município. Esse número saltou para 1.309 em 2021 e, no ano seguinte, caiu para 207.
A vacina
Essa queda no número de óbitos deu-se em grande parte, por conta da vacinação em massa da população.
E, nesse tocante, mais uma vez Anápolis escreveu um capítulo nessa história da pandemia, porque foi a cidade goiana escolhida para o início da imunização. E quem recebeu a primeira dose foi Maria Conceição da Silva, então com 73 anos de idade.
A dose foi ministrada pelo governador Ronaldo Caiado, que é médico por formação. Ele justificou na ocasião que a escolha de Anápolis foi pelo gesto de a cidade ter se oferecido para acolher os repatriados de Wuhan.
Depois de Maria Conceição, a vacina foi chegando a outras pessoas, pelos critérios que eram definidos pelo Ministério da Saúde.
Tornou-se cena comum filas imensas de veículos se formarem em alguns pontos de vacinação, para o drive-thru da imunização. Todo mundo usando máscaras faciais e obedecendo as recomendações sanitárias que eram indispensáveis naquele momento em que se travava uma guerra contra a doença.
Infelizmente, mais de 2 mil pessoas em Anápolis perderam a batalha para a Covid-19. Mas, certamente, teria sido pior sem a vacinação. E não menos importante, pelo aprendizado que ficou desse período.
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