Em dezembro de 2020, o volume de vendas do comércio varejista goiano apresentou queda de 2,8%, na série com ajuste sazonal, sendo o quarto resultado negativo consecutivo. Já em nível nacional, observou-se uma queda de 6,1% na mesma base de comparação.
Quando comparados dezembro de 2020 e dezembro de 2019, observa-se recuo de 1,3% no volume de vendas do comércio varejista goiano. Em sentido oposto, o volume de vendas do varejo nacional aumentou 1,2% na mesma base de comparação. O varejo goiano registrou uma queda de 2,1% no acumulado do ano, após duas altas consecutivas (0,3% em 2019 e 0,5% em 2018).
O comércio varejista ampliado goiano (que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção) registrou um recuo de 1,6% em dezembro de 2020, quando comparado com novembro de 2020, na série com ajustes sazonais. Em nível nacional, o volume de vendas do varejo ampliado recuou 3,7%, na mesma base de comparação, sendo a primeira queda após setes resultados positivos. Já quando comparado com dezembro de 2019, na série sem ajuste sazonal, o volume de vendas do comércio varejista goiano ampliado apresentou um avanço de 3,0%, enquanto em nível nacional observou-se avanço de 2,6% na mesma base de comparação. O acumulado no ano de 2020 para o varejo ampliado goiano foi de -2,3%.

Artigos farmacêuticos
O avanço no volume de vendas do varejo ampliado goiano de 3,0% em dezembro de 2020, frente a dezembro de 2019, pode ser explicado, pois seis das dez atividades pesquisadas tiveram altas significativas na mesma base de comparação. O setor que apresentou o maior avanço foi o de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (27,3%), sendo o sexto avanço seguido. Em seguida, o setor de Material de Construção apresentou crescimento de 22,9%, oitavo avanço seguido, acumulando uma variação de 12,2% no ano de 2020, o melhor resultado para o ano desde 2010 (16,6%). Em terceiro está o setor de Equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação (16,9%), que acumulou uma variação de 0,7% em 2020.
Já com relação aos setores que diminuíram, destaca-se o setor de Livros, jornais, revistas e papelaria (-25,8%), que em 2020 apresentou onze taxas negativas e acumula no ano uma queda de 30%. Seguido pelo setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-12,1%), que registra o quinto resultado negativo consecutivo. Com a terceira maior queda, vem o setor de Tecidos, vestuário e calçados (-3,4%), que registra primeira queda após três crescimentos seguidos.
De novembro para dezembro, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista caiu 6,1%, com predomínio de resultados negativos em 26 das 27 unidades da Federação, com destaque para: Acre (-17,5%), Rondônia (-12,0%) e Maranhão (-8,3%). Por outro lado, Amapá apresentou estabilidade. Goiás apresentou queda 2,8% na mesma base de comparação.
Sobre a pesquisa
A Pesquisa Mensal de Comércio produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no País, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista.




