O maior sino do mundo, batizado de Vox Patris (Voz do Pai) está a caminho do porto de Gdansk, na Polônia, onde será embarcado em um navio para o Brasil. Uma longa jornada que já faz história e essa história tem as mãos e o talento de um anapolino, o artista plástico Silvio Morais.
Em entrevista na manhã dessa terça-feira (25/3) à Rádio Manchester, Silvio descreveu sua emoção em tomar parte desse projeto. E não é uma parte, diga-se de passagem. São oito partes do sino que têm desenhos de sua autoria ligados à história de devoção do Divino Pai Eterno em Trindade.
É lá, no o novo Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, que o sino terminará a sua jornada, depois de passar por Belo Horizonte e por Brasília.
Silvio é um especialista em arte sacra, cuja formação deu-se no celeiro dos artistas plásticos anapolinos: a Escola de Artes Osvaldo Verano.
Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho desse talento anapolino, pode acompanhar no Instagram @silvio_morais_arte_sacra.
Artista visual, arquiteto urbanista com especialidade em Arte Sacra e Espaço Litúrgico, Silvio Morais contou na entrevista que recebeu da empresa fabricante da Polônia as informações sobre as dimensões do sino e os espaços que poderiam ser preenchidos, inclusive, para não prejudicar o som. E, dentro dessas dimensões, ele desenvolveu o seu trabalho.
Para se ter uma ideia, o sino é fabricado em bronze, pesa 55 toneladas, mede 4 metros de altura e 4,5 metros de diâmetro. O transporte até o porto de Gdansk está sendo feito em uma carreta adaptada e no período da madrugada.
Outros dois sinos- São Lucas e São João- estão também nessa rota para o Brasil.
Um detalhe é que os sinos foram fabricados na Polônia, terra onde nasceu o Papa João Paulo II, que esteve em Goiás na década de 1980.
A jornada do Voz Patris começou na fundição Jan Felczynski, em Cracóvia, e no momento segue em direção ao porto de Gdansk. De lá, o sino vem de navio até o porto de Santos, em São Paulo. A viagem marítima deve durar de 55 a 60 dias.
Segundo o padre Marco Aurélio, “a direção do Santuário dedicou quase um ano para resolver as questões legais e logísticas, principalmente relacionadas à documentação para o transporte marítimo”.
O sino carrega imagens fundidas em sua estrutura que contam a história da devoção ao Divino Pai Eterno, desde o início da romaria, em 1840, até a construção do novo Santuário.

Com informações da Rádio Manchester e Santuário Basílica Divino Pai Eterno (com foto)
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