Esse é um texto bíblico bastante conhecido que, quando estudado, geralmente tem como foco as atitudes dos filhos. No entanto, o pai, por suas qualidades e ações, também pode trazer lições importantes. A primeira qualidade é sua capacidade como provedor e administrador. Ele sustentava sua família e, além disso, conseguiu amealhar bens para deixar como herança. Era um homem bem-sucedido, tal como descrito em Provérbios 13:22: ´O homem bom terá uma herança para deixar para os seus netos´. Ressalte-se, no entanto, que herança não está relacionada apenas à questão financeira, mas sim ao legado de princípios e ensinamentos. O filho mais moço, que gastou todos os bens e chegou ao fundo do poço, acabou por lembrar-se do que seu pai lhe havia ensinado e isso o fez voltar para casa. Esta é a segunda qualidade: a habilidade em formar nos filhos uma base sólida que, a despeito das tempestades e dificuldades que sobrevierem, em algum momento eles se lembrarão. A terceira virtude é dar aos filhos o direito de escolha. Depois de uma certa idade, os jovens precisam ser liberados para alçarem seus próprios voos, por mais difícil que isso seja. Existe, sim, a possibilidade de tomarem decisões equivocadas, mas é preciso confiar e permitir que tenham suas próprias experiências. Enquanto isso, os pais devem fazer como o pai do filho pródigo: interceder. A quarta virtude daquele homem era ser um intercessor. Ele oferecia sacrifícios pela família e, enquanto seu filho estava longe, ele pedia a Deus que o trouxesse de volta em segurança. E, quando o jovem voltou, maltrapilho e faminto, o pai exercitou sua quinta virtude: perdoar sem julgar. Apesar de tudo o que o caçula fez, ele correu até ele e o abraçou, demonstrando todo o seu amor e alegria por seu retorno. A Bíblia não diz, mas acredito que, passadas as comemorações, o pai teve uma longa conversa com o jovem, para que o aprendizado doloroso tivesse resultados positivos em seu futuro. E, por fim, ele demonstrou que amava os dois filhos da mesma forma, independente de suas escolhas. Provavelmente, a maioria dos pais honraria o filho que ficou e esperaria que o outro reconquistasse sua confiança. Entretanto, um pai precisa ser compassivo e honrar seus filhos quando acertam e apoiá-los quando erram. Como pais temos a nobre e difícil tarefa de sermos a expressão de Deus na vida dos nossos filhos que são a herança do Senhor.
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