Durante o período em que cursei o seminário, fui professor de crianças na faixa etária de 8 a 10 anos e de adolescentes de 14 a 16 anos. Desde então, eu já sabia que este não era o meu ministério. Lembro-me de um evento que realizei há mais de trinta anos em Anápolis/GO numa região pobre da cidade e que reuniu quase 200 crianças. Eu atuava como seminarista de uma pequena congregação que praticamente não tinha adultos. Decidi, então, fazer uma Escola Bíblica de Férias, durante uma semana, contando apenas com a ajuda das duas filhas adolescentes, de 14 e 15 anos, da família que amorosamente me recebia aos finais de semana. A EBF seria realizada de segunda a domingo, de 13h às 18h e haveria brincadeiras, histórias, momentos de cânticos e lanche. Para minha surpresa, no primeiro dia já apareceram cerca de 40 crianças e, quando concluímos a programação no domingo, eram 183 participantes. Até hoje, quando me lembro daquelas tardes, o sentimento que me vêm ao coração e à mente é o mesmo de Jesus no Gólgota: ´Pai, se possível, afasta de mim este cálice´. Desde aquele dia, tenho plena convicção de que, definitivamente, trabalhar com crianças não é o meu chamado, mas era e continua sendo um dos chamados de Jesus de Nazaré.
Jesus percorria as vilas e povoados e sua fama se espalhava por todos os lugares. Todos queriam ouvi-lo, por curiosidade, necessidade ou simplesmente por estarem por ali. Não era diferente com as crianças e elas também queriam se aproximar de Cristo. Os discípulos agiam para preservá-lo ao máximo possível e, preocupados com o bem-estar do Mestre, tentavam impedir que aquele bando de meninos e meninas afoitos se aproximassem de Cristo. Em minha imaginação de pregador, consigo imaginar alguns puxando seu cabelo e barba e escalando seu colo, enquanto outros gritavam e puxavam-no pela roupa. E, diante deste pequeno caos, os discípulos decidiram por afastar as crianças. E, mais uma vez, eles recebem uma lição extremamente pertinente. Muito atencioso, como sempre, Jesus percebe o drama das crianças e repreende seus discípulos dizendo: ´Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso´ (Mt 19:14a). E não só isto, a Bíblia diz que Jesus abençoou as crianças e ainda nos ensinou algo extraordinário: uma das formas de nos apoderarmos do Reino de Deus e fazer parte dele é nos tornarmos como crianças, ou seja, singelos, simples, crédulos, espontâneos, sinceros.
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