Jesus era um homem que gostava de se relacionar e, dentre as centenas de pessoas de seu convívio, havia aquelas mais próximas. Nesse grupo, de acordo com a Bíblia, estavam os irmãos Lázaro, Marta e Maria. A despeito de suas falhas e defeitos, eles eram amigos de Jesus. Maria, por exemplo, já havia impressionado os discípulos e seguidores ao derramar um vaso de alabastro, um perfume caríssimo, sobre os pés do Mestre e enxugar com seus próprios cabelos. Quando Lázaro adoeceu, as irmãs se lembraram das possibilidades concretas que havia em Jesus, inclusive de uma cura miraculosa. Elas pediram que avisassem Jesus, crendo que ele prontamente atenderia ao chamado e iria até eles. Mas Jesus não as atende de imediato. A demora deixa Marta e Maria decepcionadas, no entanto, fazia parte do plano de Jesus. Na verdade, Ele sempre tem um plano mesmo que não sejamos capazes de entender. ´Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos´ (Is 55:9). Jesus continuou cumprindo sua missão e, somente dois dias depois, resolveu ir até seus amigos. Quando chegou, Lázaro havia sido sepultado há quatro dias, e as irmãs expressaram sua dor pela morte e decepção pela demora do Mestre: ´Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão´. Pouquíssimas vezes a Bíblia fala dos sentimentos angustiantes que Jesus experimentou enquanto esteve na terra e apenas duas vezes menciona que Jesus chorou. Uma delas foi ao perceber o sofrimento das irmãs pela perda de Lázaro e a impotência delas diante da morte. Ele se comoveu com a dor daquelas pessoas que amava, embora soubesse do desfecho feliz que as aguardava. Naquele momento triste, as palavras de Jesus são poucas e objetivas. Diante do sepulcro, Jesus ordena que a pedra que vedava o lugar onde Lázaro estava sepultado, já em estado de putrefação e cheirando muito mal, fosse retirada e o lugar aberto. Ele poderia perfeitamente ordenar que a pedra se deslocasse, porém ele prefere envolver o homem na realização de seus planos e milagres. Tudo que compete a Jesus fazer, Ele fará e aquilo que compete a nós, Ele nos capacitará para que façamos, como, por exemplo, retirar a pedra. Jesus fez uma breve oração antes de ordenar que Lázaro saísse do túmulo e, para surpresa de todos, ele saiu ainda envolto nas faixas que o enrolaram quando morto. Esse episódio levou muitas pessoas a crerem no filho de Deus. Os milagres ainda acontecem em nossos dias. Pode ser que, para que Jesus os realize, nós tenhamos que fazer a nossa parte e retirar muitas pedras. Pedras da incredulidade, das perdas, da falta de fé, da ingratidão, por exemplo. O milagre em si, no entanto, como ressuscitar mortos, somente Jesus pode fazer e, pessoalmente, continuo acreditando que Ele faz isto nos dias de hoje. Quando? Quando Ele quer.
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