´Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada; Até que, um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada.´
O trecho do poema ´No Caminho com Maiakovski´, acima transcrito, de autoria do poeta e dramaturgo carioca Eduardo Alves Costa, foi, por muito tempo, declamado em verso e prosa, pelos chamados contrarrevolucionários, pós 1.964 em nosso País. Tinham, como certo, que o poema era de autoria do poeta russo Vladimir Maiakovski, que morreu em 1930. Isto motivava, ainda mais, nossos pseudos adeptos do partidão, dos cheguevaristas de plantão e outros rebeldes sem causas, a grande maioria deles exercendo o poder nos dias de hoje em nosso País. Afirmo isso porque vivi este tempo e assisti a tudo com muita estabilidade, tranquilidade, a economia crescendo, nosso país tomando conta do seu imenso território, sem traumas, sem loucuras. Bons tempos, enfim!
Mas, de volta a 2015, aqui entre nós. o trecho do poema continua vivo, latente, emergente!… Senão vejamos:
– E, porque não dizemos nada, ou ficamos omissos, por medo ou acomodação, assistimos a carga tributária brasileira, em menos de 25 anos, passar de 23 para 37% do Produto Interno Bruto (37% de tudo que o Brasil produz). O inchaço do Estado chega, hoje, a 50% da economia, segundo o economista Paulo Rabelo de Castro – um dos fundadores do Movimento Brasil Eficiente – se considerarmos o déficit público, a rolagem da dívida pública e a interferência na área financeira, as pedaladas, contabilidades criativas, etc… Mas, o Governo quer mais! E não dizemos nada!…
– E, porque não dizemos nada, apesar de pagarmos mais de 60 impostos de toda ordem, o Governo Federal criou, em 2.001, A CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico para gerar fluxo constante de recursos para financiar os investimentos necessários no setor de transportes. Assim, a partir de 30/04/2004, a participação da CIDE no preço da gasolina ficou estabelecida em R$ 0,28 por litro e no óleo diesel a R$ 0,07 por litro. Importante ressaltar que essas alíquotas poderiam e podem ser alteradas pelo Poder Executivo, ao seu bel prazer e, com isto, às vezes baixa, às vezes eleva, a seu critério. E não dizemos nada…
– E, porque não dizemos nada, o Governo que, com recursos demasiados não consegue zelar de nossas rodovias federais, faz a concessão das mesmas e temos que pagar pedágios em todas elas para ir e vir. E, ficamos felizes, ainda assim, pois sabemos que, desta forma, as estradas são boas. O imposto, contudo, continua, a critério do estado perdulário, cobrando mais ou menos, à nossa revelia. Fazendo seu caixa. E não dizemos nada!…
– E porque não dizemos nada, os governos, agora dos Estados, que já arrecadam horrores com o IPVA, algo como 4% do valor do seu veículo, e isto constitui, nos dias de hoje, uma de suas maiores receitas, acabam de terceirizar a Vistoria Anual de seu veículo, e você, feliz proprietário, deverá desembolsar, toda vez comprar, vender, alienar, etc., em torno de R$ 120,00 para alguém vistoriar o seu veículo, qualquer que seja, inclusive motos. Ou seja, o Governo terceirizou uma atividade meio. Porém, para você pagar. Muita gente vai se enriquecer com isto. E, não dizemos nada!
A qualquer hora, podemos esperar, os nossos insaciáveis governantes, conhecendo os nossos medos, arrancarem a voz das nossas gargantas e roubarem a nossa luz, proibindo-nos de manifestar nossas posições, tirando-nos o direito de manifestar por qualquer meio (imprensa escrita, falada, televisada), e aí, SIM, já não podemos dizer nada! Registro, pois, enquanto posso, o meu solene:
NÃAAAAAAAAAAOOOOOOOOOOOO!…
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