Pesquisa em um curso de mestrado, no Brasil, com propositura de uma situação casual, que consistiu em conhecer a resposta sobre a situação: ´Se fossem morar numa ilha deserta e pudessem levar apenas um livro, qual levariam?´ As respostas, por classificação, foram: ´os Miseráveis, de Victor Hugo; O Emílio, de Rousseau; O Capital, de Marx; A Origem das Espécies, de Darwin; O Príncipe, de Maquiavel´ dentre outros famosos internacionais. Assustado com a falta de percepção e de pensar dos mestrandos, o mestre professor, apenas, sorriu e disse: ´Não seria melhor e mais proveitoso se levassem um manual de sobrevivência?´.
O exemplo acima se tornou um clássico da confirmação de que não sabemos; não gostamos; temos preguiça, não temos vocação para pensar. Exemplos congêneres, temos muitos. E, por que somos assim? Na verdade, não fomos e, ainda, não somos ensinados a pensar. A nossa escola não nos preparou para isto. Ao contrário, nos ensinou e, ainda, ensina, até hoje, a decorar fórmulas que não nos levam a nada, somente utilizadas para passar ou reprovar nos vestibulares; não ensinam como sobreviver em mundo cada vez mais caótico e competitivo, em que mudanças fortes acontecem a todo o momento. Concorre para esta situação, um sistema educacional ainda arcaico, com grade escolar não inteligente, onde o monólogo expositivo, em que um professor, mal remunerado e, até por isto, mal humorado, e um quadro negro, à frente, andando de um lado para outro, forma nossas cabeças não pensantes. E, agora, como mudar este status quo?
´A essência do homem é pensar´ garantia René Descartes, físico e matemático Francês (1596-1650), por isto dizia: ´Sou uma coisa que pensa, isto é, que duvida; que afirma; que ignora muitas; que ama; que odeia; que quer e não; que; também; imagina o que sente´. Daí a máxima: ´Penso. Logo existo´. Dentro da mesma ótica de reflexão, Sócrates (479-429 AC) era mais duro e contundente sobre a questão e afirmava que: ´Uma vida sem reflexão não mereceria ser vivida´. Vamos, pois, começar a pensar?
Se você, prezado leitor, quer iniciar a pensar, que tal começar pensando sobre o que e como ´A Pátria, mãe, Amada Brasil´ terá que fazer para não deixar desguarnecidos, em algum momento futuro, situação que parece inexorável, os 102 milhões de brasileiros dependentes ou pendurados em suas tetas, ou, 54% da sua população (50 milhões pendurados no Bolsa Família que não desgrudam; 33 milhões de aposentados e pensionistas, na maior parte, precoces; 10 milhões de funcionários públicos, acrescido de mais um milhão de cargos comissionados, com salário 40 a 50% mais altos que na iniciativa privada; 8 milhões pendurados nas tetas do seguro desemprego; outras benesses sem estatísticas: Bolsa Reclusão, Minhas Casas, etc… etc.. haja dinheiro!
Se você pensar em aumentar impostos, como fizeram nossos políticos não pensantes, nos últimos 26 anos (período pós Constituição de 1.988), e, com isto, aumentaram o tamanho do estado em 15%, haja vista que tínhamos uma carga tributária de 21% do PIB, hoje é 36% ou mais, antecipo-lhe que não é uma boa ideia. Já temos uma carga tributária sufocante, uma das maiores do mundo. Por isso, nossas indústrias, comércios e serviços já não têm mais margens ou gorduras. Qualquer aumento será repassado para os preços. Isto diminui, ainda mais, nossa competividade, só cria inflação e dilapida a renda das pessoas. É um filme já conhecido. Sugiro começar pensando em como aumentar a produtividade em cada setor, iniciando pelo seu negócio. Porém, não adiantará muito se os governos populistas que tivemos nestes 26 anos de democracia, não fizerem o dever de casa, diminuído despesas, incentivando o empreendedorismo, a inovação, pesquisas, mas e, principalmente, dar educação de qualidade para nosso povo, lógica de ensinar a pescar ao invés de dar o peixe, como tem sido feito através de ações sociais não sustentáveis de toda ordem que só levam ao ócio.
Afinal, ´quando um homem começa a pensar é impossível detê-lo!´, já dizia, também, o filósofo pensador, acima citado. E, só através da educação é que nossa nação começará a pensar.
Vamos começar?
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