A enrascada em que está metida nossa maior empresa, a PETROBRAS, endividada em mais de 106 bilhões de dólares, não foi, necessariamente, provocada pela roubalheira declarada no seu balanço publicado recentemente, de R$ 6,2 bilhões, nos últimos seis anos. Não!… Com negócios bem feitos, ao preço de mercado concorrencial, 3% de comissão não quebra nenhuma de nossas empresas, sejam públicas ou não. Qualquer empresário, por menor que seja, sabe que se vender seu produto abaixo dos custos de produção ou custos comerciais, em pouco tempo chega-lhe a quebradeira. Elementar.
Em outubro de 2013, em viagem turística pelo leste europeu, percorrendo de carro as principais cidades históricas da região, pudemos verificar em posto de combustíveis em que abastecíamos o carro – gasolina – o preço praticado na região: em nenhum destes dos muitos abastecimentos que fizemos o litro da combustível custava menos de R$ 4,50 o litro. Enquanto isto, aqui em um país chamado Brasil, o preço girava em torno de R$ 2,80 a 3,05 o litro, para o consumidor final. Considerando que nossa gasolina aqui é a mais tributada do mundo, em torno de 40% de impostos de toda ordem, dependendo do estado só o ICMS chega a 25%, nossa maior empresa recebia por litro um valor insuficiente para pagar os custos de produção e/ou importação deste produto.
Para estancar a inflação que já incomodava bastante, o Governo Federal, segurou, artificialmente, o preço da gasolina e do óleo diesel, independentemente dos custos de produção, visando, principalmente, a reeleição da Governante. Com barril do petróleo girando em mais de 100 dólares no mercado externo e a Petrobras fazendo importação de muita gasolina para suprir o aquecido mercado nacional, tivemos, então, a maior festança da história do nosso País. Sim, uma festança de 2011 a 2014, ao custo total, segundo dados divulgados em toda a imprensa nacional, de mais de 80 (oitenta) bilhões de reais ou 27 bilhões de dólares, bancada pela maior empresa nacional, através de subsídios não reembolsáveis ao consumidor brasileiro. Leia-se: 04 (quatro) vezes toda a importância prevista para recuperar todo o NEPAL, acometido por violento terremoto que dizimou boa parte daquele país.
Ora, se toda esta importância estivesse no caixa da empresa, não estaríamos preocupados com os R$ 6,2 bilhões de comissões pagos aos nossos bons e honestos políticos e partidos. Também, não estaríamos preocupados com os maus investimentos, provocados pela interferência política que geraram R$ 21,8 bilhões de prejuízos na COPERJ (RJ) e mais R$ 12,1 bilhão na Refinaria Abreu e Lima (PE) e outros pequenos prejuízos e deslizes empresariais normais em qualquer empresa. O certo é que o governo populista errou, porém, os beneficiados fomos todos nós, seres mortais que compomos a nação brasileira. Menos Mal.
Como milagres não existem e a festança (gastança) acabou, chegou a hora de pagar a conta. Errado isto? Não! Afinal, somos todos responsáveis porque fomos os beneficiados. Porém, o triste é saber que, agora, o petróleo está cotado a menos de U$ 55,00 o barril e teremos que pagar na gasolina para reconstituir o caixa de nossa maior empresa em torno de R$ 3,80 a R$ 4,00 o litro, na contramão da lógica capitalista, em que prevalece a lei da oferta e procura. Mas, aqui é Brasil e aqui prevalece a lei do populismo. Economista nenhum do planeta entenderia isto. Uma lástima!…
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