Fechamentos deixam milhões sem atendimento presencial em centenas de cidades
O Brasil registrou o fechamento de 37% das agências bancárias nos últimos dez anos, reduzindo o total de quase 23 mil unidades para pouco mais de 14 mil. No mesmo período, 638 municípios ficaram sem nenhuma agência, o que representa cerca de 6,9 milhões de pessoas sem acesso ao atendimento presencial.
O movimento de redução se intensificou especialmente após a pandemia e com a expansão do Pix, que acelerou a migração dos serviços para o ambiente digital. Juntos, esses fatores contribuíram para o fechamento de aproximadamente 6 mil agências tradicionais em todo o país.
Avanço digital
Atualmente, cerca de 75% das transações bancárias no Brasil são realizadas por celular. Apesar disso, parte dos serviços ainda depende do atendimento presencial. Segundo levantamento da Deloitte em parceria com a Febraban, 27% dos pagamentos de contas e 14% das contratações de investimentos continuam sendo feitos em agências.
Mesmo com a digitalização, o acesso não é uniforme em todo o país, o que amplia diferenças regionais no uso dos serviços financeiros.
Impacto social
Idosos, moradores de periferias e habitantes de cidades pequenas estão entre os mais afetados pelo fechamento das agências. Em muitos casos, a dificuldade está na falta de familiaridade com aplicativos bancários ou na limitação de acesso à internet e dados móveis.
Enquanto isso, instituições financeiras têm investido em agências-conceito voltadas a clientes com maior poder aquisitivo, priorizando serviços digitais e de investimento. O cenário reforça a desigualdade no acesso ao sistema bancário no país, especialmente para quem ainda depende do atendimento presencial.
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