A Igreja deve se envolver ou se afastar da política? Ao longo do tempo, essa é uma questão cuja resposta tem sido discutida, interpretada e aplicada das mais variadas formas. Como agente direto de disseminação do Evangelho, o cristão precisa entender que a Igreja tem, sim, responsabilidade social à medida que buscamos uma sociedade justa e solidária. Esse, no entanto, não é um pensamento unânime. Em muitas comunidades cristãs a visão é de completa alienação porque “crente não se mete em política”; ou de completa inadequação, em que se quer tirar o máximo de vantagem para a própria congregação e seus membros. A ação política da igreja não deve estar a serviço de si mesma, mas “deve ser um braço da igreja a serviço do reino como promotor de seus sinais históricos possíveis: a justiça, a paz, a honestidade, a liberdade, etc” (Robinson Cavalcanti, Ultimato, nº 206, p. 34). A Igreja precisa se envolver politicamente simplesmente porque dessa forma terá a oportunidade de implantar os valores do reino de Deus. A ação política faz parte da missão integral e a atuação do cristão verdadeiramente interessado no bem comum e na propagação dos princípios bíblicos é indispensável para que situações adversas sejam modificadas. O sociólogo e pesquisador Paul Freston resume esse pensamento: “Não é só o político que tem um mandato! Todos os seres humanos têm um mandato cultural. Deus não criou o mundo pronto e acabado, mas providenciou todo o material necessário e deu ao homem a responsabilidade e o privilégio de desenvolver as potencialidades do universo. (…) O projeto de Deus é que as pessoas sejam convidadas a participar do governo do universo. Tanto que ele efetivamente nos entrega o cuidado da natureza, o desenvolvimento tecnológico, a criação de instituições sociais e políticas, o evangelismo, o discipulado, o sustento de obras cristãs, a teologia…” (Ultimato, nº 205, p. 27). Não podemos, como igreja, negligenciar este mandato. É nosso compromisso. Se as dúvidas quanto à participação política da igreja ainda persistirem, pense na vida de Jesus. Para os participantes da Consulta Internacional Sobre Estilo de Vida Simples pelo Movimento Lausanne, a vida de Jesus Cristo é um modelo de participação. O engajamento de Jesus com as questões sociais de sua época geraram conflito com as autoridades: fariseus, saduceus, escribas, membros do Sinédrio e o próprio Império Romano (Mt 21:12,13; Lc 4:18); despertou a ira do rei Herodes, a quem chamou de “raposa” (Lc 13: 31,32); para Maria, Jesus era bênção do Senhor, aquele que “derruba dos seus tronos os poderosos e exalta os humildes. Enche de bens os famintos e despede vazios os ricos” (Lc 1:52,53). A fé cristã não pode dissociar-se da realidade ao seu redor e o envolvimento da igreja deve ser realizado por razões éticas e pastorais, sempre visando a transformação da realidade social para melhor. Muitas coisas poderiam ser modificadas, com uma participação mais efetiva da igreja na vida política do país e, neste ponto, cabe a reflexão sobre este versículo da carta de Tiago: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não fez, nisso está pecando” (Tg 4:17). Omissão confortável ou atuação pungente? “Diante de tantas e tamanhas violações dos direitos humanos em nosso país, fome, nudez, desabrigo, doença, ignorância, tortura, onde está a igreja cristã? Nossas bandeiras bíblica e histórica permanecerão em mãos alheias?” (Robinson Cavalcati, Ultimato, nº 195, p. 195). A escolha, mais uma vez, é pessoal e intransferível!
Tarifaço e Bolsonaro e a pré-campanha de Caiado nas redes sociais
Deu muito o que falar o tarifaço do presidente Donald Trump, acompanhado do apoio ao ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. Nas...




Bom dia… Muito triste ver o avanço da dengue, um mosquito vencendo a batalha pela ignorância e falta de higiene de muitos que insistem em não ser responsáveis pelo cuidado e zelo que precisa ter com o descarte do lixo. É o que sempre tenho dito… As pessoas não se preocupam com as outras, em todos os segmentos, a falta de educação e o egoísmo imperam, se em tudo tivesse essa preocupação o mundo estaria melhor…