A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), divulgou o balanço da primeira edição da Operação Renorcrim Recupera.
A ação nacional de enfrentamento ao crime organizado ocorreu entre 13 de abril e 8 de maio, ou seja, ao longo de 26 dias.
Somente nesse período, a ofensiva provocou prejuízo estimado em R$ 483 milhões às organizações criminosas, com foco no cumprimento de mandados judiciais, prisão de lideranças, apreensão de drogas e descapitalização financeira de facções.
Além do impacto financeiro, a operação resultou na prisão de 909 pessoas, na apreensão de 110 armas de fogo e de 723 kg de drogas.
A atuação integrada também priorizou investigações patrimoniais e financeiras, além do bloqueio e da indisponibilidade judicial de bens e ativos vinculados ao crime organizado.
Instituições envolvidas
A Renorcrim Recupera reúne esforços das Unidades Especializadas de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Dracos ou similares), no âmbito da Rede Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim), e das Unidades de Recuperação de Ativos, integrantes da Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera).
A integração entre essas estruturas fortalece o uso da inteligência financeira como ferramenta essencial para enfraquecer a base econômica das facções.
Integração e estratégia nacional
A Renorcrim Recupera consolida-se como um dos principais instrumentos operacionais do Governo Federal no combate estruturado ao crime organizado ao integrar, em um mesmo ciclo, ações de repressão qualificada e persecução patrimonial.
Com planejamento estratégico baseado em evidências e alinhado às diretrizes nacionais de segurança pública, a iniciativa reforça o compromisso das instituições brasileiras em enfraquecer, de forma duradoura, as estruturas financeiras e operacionais das organizações criminosas em todo o País.
Com informações da Agência Gov
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