Sueli descobriu o problema quando decidiu usar as economias
O que deveria ser utilizado em uma reforma na residência acabou parcialmente destruído. Sueli, de 53 anos, guardou aproximadamente R$ 9 mil durante nove anos e, ao retirar o dinheiro do esconderijo, encontrou as cédulas danificadas por traças.
A quantia havia sido acumulada aos poucos e mantida dentro de um livro, guardado no fundo de um armário. As notas seriam utilizadas para pagar contas e iniciar uma reforma na casa.
No entanto, quando decidiu recorrer à economia, Sueli encontrou as cédulas roídas, furadas e parcialmente destruídas. Algumas notas estavam bastante danificadas, enquanto outras restaram apenas em fragmentos.
Dinheiro no livro
Sueli guardava as cédulas em uma sacola dentro do livro. O dinheiro estava dividido em notas de R$ 100 e R$ 200 e foi acumulado ao longo dos nove anos.
Segundo os relatos sobre o caso, ela costumava conferir a quantia e mantê-la escondida. A última vez em que teria visto o dinheiro inteiro foi em dezembro do ano passado.
Quando decidiu retirar a reserva para pagar algumas contas e iniciar a reforma, encontrou a sacola e percebeu que as traças haviam danificado as notas.
O filho de Sueli, que não sabia da existência do dinheiro, registrou o momento em que a sacola foi aberta. As imagens mostram as cédulas furadas, grudadas e fragmentadas.
Cédulas danificadas
Apesar dos danos, uma cédula não deve ser descartada automaticamente. O Banco Central estabelece critérios para determinar se o dinheiro ainda possui valor.
Segundo a instituição, cédulas dilaceradas podem apresentar rasgos, furos, cortes ou outros danos. Quando estão fragmentadas, precisam ter mais da metade do tamanho original em um único fragmento para serem classificadas nessa categoria. Essas cédulas podem ser recebidas pela rede bancária para depósito, pagamento ou troca pelo valor integral.
Já as cédulas que não apresentam um fragmento com mais da metade do tamanho original são classificadas como mutiladas. Quando houver dúvida sobre a valorização, elas podem ser entregues a um banco para encaminhamento ao Banco Central e análise.
No caso de Sueli, parte das cédulas danificadas foi encaminhada para análise. Cerca de R$ 1.600 foram submetidos à avaliação do Banco Central.
O Banco Central também orienta que cédulas danificadas por diferentes causas, incluindo traças, sejam apresentadas à rede bancária para avaliação, em vez de serem descartadas.
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