Movimento “Eu sou do bem, eu sou de Deus”, liderado pela Cruzada pela Dignidade busca resgatar e fortalecer valores na sociedade
Criada em 2008, a campanha “Eu sou do bem, eu sou de Deus”, liderada pela ONG Cruzada pela Dignidade, vem ao longo dos anos realizando uma série de eventos e ações com o objetivo de chamar a atenção da sociedade sobre a necessidade de as pessoas voltarem os seus olhares e atitudes para uma coisa que, pode se dizer, não está na moda, mas que faz toda diferença na vida de cada um: praticar e disseminar o bem.
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O movimento, que é liderado pelo juiz de direito da Infância e Juventude, Carlos José Limongi Sterse, teve nos dois últimos anos, devido à pandemia do coronavírus, muitas de suas ações prejudicadas, já que elas, via de regra, envolvem acolhimento e união.
Agora, entretanto, os trabalhos da Cruzada pela Dignidade voltam e voltam com força. Recentemente, a ONG promoveu um concurso envolvendo estudantes de escolas públicas e particulares de Anápolis e região, tendo como tema: “meninas, jovens e mulheres valorizadas e respeitadas”, voltado para a conscientização sobre o empoderamento das mulheres jovens, ainda muito desrespeitadas e agredidas de várias formas, dentro de casa, nas escolas e em outros locais de convívio.
De acordo com Carlos Limongi, na pandemia, os jovens, meninas e meninas, passaram mais tempo dentro de casa e, como consequência disso, mais tempo nas redes sociais que, hoje, infelizmente, são um canal de disseminação de um grande arsenal de coisas ruins e prejudiciais aos jovens.
A campanha envolveu mais de 56 mil participantes, que fizeram abordagens da temática através de desenhos, redações e vídeos.
A iniciativa, de acordo com Carlos Limongi, foi a quarta vertente da campanha, que a partir de agora, a cada ano, se somará às três que formam o tripé da iniciativa, abraçada por uma grande rede de voluntários. No caso do concurso com os estudantes, a iniciativa casou com a causa do empoderamento feminino, abraçado pelo Rotary Club Internacional.
Lamparina
Na noite da última terça-feira, o presidente de honra da Cruzada pela Dignidade, Carlos Limongi e a presidente atual, professora Sonja Maria Lacerda, reuniram representantes de várias religiões e de representações da sociedade organizada, para tratar de duas ações que a ONG está retomando.
A primeira delas é a da Lamparina de Diógenes. A iniciativa surgiu em 2016 e teve como inspiração a passagem da Tocha Olímpica (dos Jogos do Rio) por Anápolis.

Segundo Carlos Limongi, a tocha é cercada de simbolismos e passa uma forte mensagem ao planeta e, então, surgiu a ideia de criar algo semelhante. Só que, conforme disse, uma tocha, como a olímpica, sairia por um custo muito elevado (cerca de US$ 2 mil) e a saída foi encontrar uma alternativa mais em conta, mas que fosse um objeto também para trazer em si uma simbologia, dentro da mensagem da campanha “Eu sou do bem, eu sou de Deus”.
A alternativa foi uma lamparina carregável na energia. Essa lamparina foi associada a um personagem da Grécia, Diógenes, que caminhava pela cidade com uma lamparina, dizendo procurar por uma pessoa honesta.
A Lamparina de Diógenes de Anápolis percorreu a cidade, várias localidades de Goiás e chegou até na Coreia do Sul, onde o magistrado participou de um evento pela paz, com líderes de várias partes do planeta.
Segundo a presidente Sonja Lacerda, a Lamparina de Diógenes- que foi entregue às representações no encontro de terça-feira, também começará a ser repassada para autoridades e lideranças de diversos segmentos a partir de agora.
Caminhada
E, no dia 02 de junho próximo, a Cruzada pela Dignidade realizará mais uma edição da caminhada Eu sou do bem, eu sou de Deus. Este ano, as lideranças religiosas farão as suas preces junto aos participantes, durante a caminhada. A concentração para a saída, está prevista para às 18 horas, no Parque Ipiranga.
A caminhada vai percorrer várias ruas da cidade, conclamando a população a fazer orações, ajudar o próximo, valorizar a família, abraçar os jovens para que eles possam, também, fazer parte desse círculo do bem.