É cada vez mais irritante o assédio a aposentados e pensionistas, por parte de pessoas que se dizem agentes financeiros de bancos, mas que, na verdade, são corretores em busca de clientes. E, os alvos principais desse grupo são os idosos, a maioria formada de gente simples, incauta e inocente e que se tornam “presas fáceis”. Em muitos dos casos, quando a família descobre, o idoso já se envolveu em empréstimos que, em muitos dos casos, desestruturam toda a sua vida financeira futura, após ter seus vencimentos “amarrados” a incontáveis prestações. Muitos, até, morrem, antes de quitarem todo o débito.
A ação desses “corretores autorizados” é sem limite. Em muitos dos casos, eles ligam para as pessoas já sabendo de detalhes de sua vida financeira, quanto já tomaram de empréstimo em bancos, quanto devem, quanto pagam de prestação. Não saberiam eles que esse tipo de dados faz parte do sigilo pessoal e que só pode ser tornado publico com autorização da Justiça? É preciso que as autoridades desse País busquem saber como é que esse pessoal consegue obter tais dados que, por sinal, são protegidos pela LGPD (Lei 13.709, de 2018), que garante maior controle dos cidadãos sobre suas informações pessoais, exigindo consentimento explícito para coleta e uso dos dados e obriga a oferta de opções para o usuário visualizar, corrigir e excluir esses dados.