Além da MPB, do samba, do rock nacional, do sertanejo, dentre outros, o Brasil possui um gênero musical daqueles que, pode se dizer: “é para chamar de seu”. Ele é o Choro, ou Chorinho.
Os historiadores narram que esse gênero musical teve berço no Rio de janeiro, no final do século XIX, a partir da mistura de ritmos europeus (como polca e valsa) com a influência africana.
Fato é que o Chorinho conquistou o Brasil e trouxe ao cenário musical nomes como Pixinguinha, Joaquim Callado (considerado o “pai” do Choro), Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Jacob do Bandolim, Valdir Azedo e Pixinguinha, autor do clássico Carinhoso, composta entre 1916 e 1917 e até hoje um grande sucesso.
O Chorinho tornou-se Patrimônio Cultural do Brasil, e o Dia Nacional do Choro é celebrado em 23 de abril, data de nascimento do mestre Pixinguinha.
Essa música, claro, também fincou raízes em Anápolis e há várias décadas, também construiu a sua história, a partir de vários músicos apaixonados pelo gênero musical.
E justamente para resgatar essa história e difundir a rica tradição desse gênero musical é que foi fundada a Associação Anapolina do Choro, uma instituição sem fins lucrativos e tem como missão primordial preservar, difundir e celebrar a rica tradição do choro o primeiro gênero de música popular e instrumental tipicamente brasileiro.
Idealizada e fundada pelos músicos e pesquisadores Marcos Leon e Reinaldo Reis, a Associação pretende se colocar como mais um parceiro cultural de Anápolis
O nascimento
A ideia de criar a associação nasceu da paixão compartilhada de seus idealizadores pela musicalidade regional e da percepção de que a memória instrumental da cidade precisava ser salvaguardada.
Ao notar o distanciamento das novas gerações em relação ao legado histórico musical tão riquíssimo de Anápolis, Marcos e Reinaldo uniram forças para estruturar uma ideia formal para divulgar e canalizar projetos educativos, rodas de choro e suas vertentes e pesquisas históricas.
Com isso, consequentemente, permitindo deixar um legado histórico para as novas gerações de como era o cenário cultural e musical da cidade de Anápolis com suas Orquestras de Baile (Anos 30 a 50), grupos musicais de Jazz, choro e suas vertentes.
Um dos pilares mais fascinantes da Associação Anapolina de Choro é o seu trabalho de pesquisa documental, dedicado ao resgate histórico da música em Anápolis.
O foco principal reside no mapeamento e na recuperação de partituras, fotografias e depoimentos sobre as vibrantes orquestras de bailes que agitaram a cidade entre as décadas de 1930 e 1950.
Esse período de ouro, marcado por forte efervescência cultural nos clubes e salões locais, é meticulosamente investigado para entender a transição dos arranjos da época e como o choro influenciou a formação musical dos instrumentistas que pavimentaram o cenário artístico de Anápolis.
Parte desse acervo, inclusive, está sendo compartilhado no perfil do Instagram: @associação_anapolina_do_choro. As pessoas que estejam interessadas em contribuir e apoiar, podem entrar em contato pelo telefone: 62 99222 5377 (Marcos Leon).


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