Saudades da COBAL
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura publicou, esta semana, a edição anual do Relatório “O Estado de Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo”. O relatório aponta que, no Brasil, embora tenham sido observados bons avanços, a insegurança alimentar ainda persiste como uma ameaça preocupante. No ano passado (2023), a insegurança alimentar registrou uma queda de 85%, e as previsões otimistas indicam que é possível o País sair dessa situação incômoda nos próximos dois ou três anos. Entre 2021 e 2023, oito milhões e meio de brasileiros conviviam com o estado de fome, passando dias sem comida sólida ou alimentando-se com alimentos desprovidos de valor nutricional. A insegurança alimentar (quando não se tem a certeza de que haverá comida na mesa) chegou a 39 milhões de pessoas durante o mesmo período.
A grande pergunta é por que um país que é um dos campeões mundiais na produção de alimentos, e de boa qualidade, não consegue garantir comida para seu povo. Em pequenas, médias e grandes cidades brasileiras, o drama dos que mendigam um prato de comida corta a alma. Não é possível que a Nação tenha que conviver com este pesadelo crônico, que atravessa décadas, governos, projetos e propostas para baratear a comida na mesa dos mais pobres, sem que as levas de famintos deixem de preocupar.
Temos terra em abundância, clima adequado, água de boa qualidade, mão de obra eficiente e outros requisitos que, em tese, permitiriam produzir em alta escala, vender para o mercado externo e garantir uma boa alimentação para o povo. Todavia, isso não acontece. Pelo contrário, a cultura da “cesta básica”, grande parte doada por governos, ONGs e pela população, definitivamente não funciona. Nunca funcionou. De nada adianta doar uma cesta de alimentos com 20 ou 30 quilos para uma família de seis ou oito pessoas. A cesta acaba em menos de uma semana e a necessidade retorna.
Enquanto isso, toneladas de alimentos são desperdiçadas diariamente devido à falta de estradas para escoamento, armazenamento inadequado, perdas durante o transporte, especulação de comerciantes inescrupulosos e, principalmente, pela falta de ação governamental para disciplinar o sistema. Produzimos muito e nossos alimentos são de boa qualidade e apreciados em todo o mundo. No entanto, milhões de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos muitas vezes não têm um prato de arroz com feijão para comer todos os dias. Algo está errado em um país que se considera entre as dez maiores economias do mundo, mas não consegue resolver essa questão.
Às vezes, bate a saudade de projetos simples como a COBAL, Companhia Brasileira de Alimentos, criada em 1962 com o objetivo de atender ao crescimento da população urbana, que sofria com a escassez de oferta de produtos hortifrutigranjeiros devido à limitada cadeia logística da época, incapaz de escoar de maneira eficiente o que era produzido no campo. Era muito melhor do que agora.
Cidades Parecidas

Segunda maior cidade de Minas Gerais, com cerca de 700 mil habitantes, um parque industrial invejável, muitas escolas de nível superior e uma qualidade de vida muito acima da média nacional, Uberlândia, contudo, há décadas não consegue ter um bom time de futebol, apesar de possuir um dos mais belos estádios do interior brasileiro (Parque Sabiá). A grande paixão dos uberlandenses é ter um time à altura para disputar o Campeonato Mineiro em condições de igualdade com os times da capital Belo Horizonte.
Situação semelhante vive Anápolis, a segunda mais importante cidade de Goiás em termos econômicos, com um imenso parque industrial, duas universidades e um estádio recentemente ampliado, mas que também não consegue manter um time de futebol condizente com sua importância socioeconômica, embora conte com duas apaixonadas torcidas (Anápolis e Anapolina).
Perigo no Parque
Os brinquedos de madeira (escorregadores, balanços, gangorras e similares) do Parque Ipiranga estão em situação de calamidade e oferecem riscos a quem deles faz uso. A madeira envelheceu, abriu fendas e está cheia de farpas e frestas, além de exibir partes pontiagudas que são verdadeiras armadilhas. Na verdade, tais brinquedos deveriam ser substituídos imediatamente ou, na pior das hipóteses, interditados para o bem comum, antes que um mal maior aconteça.
Ataques e Defesas
A julgar pelos primeiros dias, a Justiça Eleitoral terá muito trabalho em Anápolis com a guerra midiática que já se estabeleceu, principalmente através das redes sociais. Os pesados ataques, as denúncias falsas, as fake news e outros tipos de calúnia, injúria e difamação se multiplicam de maneira assombrosa. As eleições municipais, geralmente, são muito apaixonantes e, em grande parte dos casos, permitem o descontrole. Mas o que se tem presenciado está longe de ser uma disputa eleitoral. Os anapolinos estão espantados com tanta baixaria. Pessoas, até então tidas como pacatas, recatadas e de bom comportamento, de repente se transformam em seres agressivos, intolerantes e indolentes quando o assunto é política. Uma pena…

Direto ao Ponto

Cortado por importantes rodovias estaduais, o município de Anápolis, entretanto, não conta com nenhum posto da Polícia Rodoviária Estadual, ligado à Polícia Militar de Goiás. Mesmo com o intenso movimento de passageiros e cargas, ainda não houve uma preocupação com a segurança nos referidos trechos, o que é uma necessidade mais que urgente.

Lamentavelmente, o sistema viário de Anápolis não contempla a população com projetos de segurança para pedestres. A rigor, não existem passarelas ou botoeiras nos principais cruzamentos, proximidade de viadutos e outros locais onde a prioridade é o automóvel, o que contraria todos os princípios de urbanidade. Pedestres, aqui, não têm vez.

A comunidade econômica de Anápolis começa a estranhar a demora na liberação dos terrenos para a implantação de novas indústrias na área da Plataforma Logística Multimodal. Apesar dos constantes anúncios, notícias e informações, não se tem qualquer notícia concreta de quando será, de fato, definida a liberação.