Plano busca ampliar leitores e democratizar acesso ao livro em todo país
O Brasil inicia um novo ciclo de incentivo à leitura com o lançamento do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) para o período de 2026 a 2036. A iniciativa, conduzida pelos ministérios da Cultura e da Educação, estabelece metas ambiciosas para ampliar o acesso ao livro e fortalecer a formação de leitores em todo o país.
A principal meta é elevar o percentual de leitores de 47% para 55% da população até 2035. Para isso, o plano aposta na redução do custo dos livros, na ampliação de livrarias no interior e na valorização das bibliotecas públicas como espaços de convivência e aprendizado.
Ao longo de sua trajetória, o PNLL consolidou-se como uma política de Estado, construída com a participação de educadores, escritores e da sociedade civil. Mais do que incentivar a leitura como ferramenta educacional, o plano reforça seu papel na formação crítica e no fortalecimento da democracia.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destaca que o acesso ao livro é essencial para reduzir desigualdades e promover cidadania. Segundo ela, o fortalecimento do sistema de bibliotecas públicas garante que a leitura alcance diferentes regiões e realidades sociais.
Metas ampliadas
O impacto do PNLL já pode ser observado em avanços anteriores, como a ampliação do número de bibliotecas e o aumento do índice de leitura no país. No novo ciclo, o desafio é consolidar esses avanços e expandir o acesso ao conhecimento, especialmente em regiões mais afastadas dos grandes centros.
A proposta também busca estimular a economia do livro, incentivando editoras independentes e ampliando a circulação de obras em diferentes formatos.
Estruturado em quatro eixos estratégicos, o plano traz como diferencial a valorização da escrita criativa e a inclusão cultural. A iniciativa incentiva a produção literária em comunidades periféricas, indígenas e quilombolas, promovendo diversidade e representatividade.
Outro ponto central é a acessibilidade. A meta é garantir que bibliotecas ofereçam acervos em braille, libras e audiolivros, ampliando o acesso para pessoas com deficiência. Com isso, o PNLL reforça o compromisso de transformar o livro em um instrumento de inclusão, desenvolvimento e futuro para o Brasil.
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