Reajustes de 2026 elevam preços de carros populares, SUVs e picapes no país
O ano de 2026 começou com aumento expressivo nos preços de veículos 0 km no Brasil. Enquanto a inflação acumulada de 2025 girou em torno de 4,3%, algumas montadoras aplicaram reajustes que chegam a superar R$ 38 mil em determinados modelos, incluindo carros populares, SUVs e picapes.
Modelos populares mais caros
Entre os carros que registraram maiores altas estão Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e Fiat Argo. O Onix, líder de vendas, teve sua versão básica 1.0 manual partindo de R$ 101.790, enquanto a versão esportiva RS alcança quase R$ 134 mil. Segundo as concessionárias, os reajustes variaram entre R$ 1.800 e R$ 3.000, dependendo da versão.
Outros modelos compactos também registraram altas significativas, aproximando o preço de valores que antes pertenciam a veículos médios.
Volkswagen aumenta sedans e encerra versão manual
A Volkswagen ajustou os preços de sua linha 2026, com destaque para o Jetta GLI, que sofreu aumento de R$ 24.400, chegando a R$ 275 mil.
A versão manual do Virtus (TSI MT) foi descontinuada, restando apenas versões automáticas. Com isso, sedans que antes tinham opções manuais passam a ser vendidos exclusivamente em câmbio automático.
Elétricos nacionais também sobem
O Chevrolet Spark EV, mesmo após ser nacionalizado em Horizonte (CE), teve aumento de R$ 10 mil, partindo de R$ 169.990. Concorrentes chineses aparecem mais baratos:
- BYD Dolphin: R$ 149.990
- BYD Dolphin Mini: R$ 119.990
O Spark mantém potência superior (101 cv), mas com autonomia menor, o que pode influenciar a decisão de compra diante da nova etiqueta de preço.
Picapes e SUVs têm aumentos recordes
No segmento de picapes e SUVs médios e grandes, os reajustes equivalem ao valor de um carro popular inteiro:
- Toyota SW4 topo de linha: R$ 38.100
- Toyota Hilux STD: R$ 32.900
- Chevrolet Trailblazer High Country: R$ 32.000
- VW Amarok: todas as versões subiram mais de R$ 30.000
- Ram 1500: R$ 20.000, chegando a quase R$ 600 mil
Esses ajustes aproximam os preços de categorias de luxo, dificultando o acesso de consumidores que buscavam veículos de entrada.
Por que os preços subiram?
Concessionárias e analistas apontam fatores que pressionam os valores:
- Aumento nos custos de produção e insumos
- Impacto do câmbio sobre peças importadas
- Atualização tecnológica obrigatória, como itens de segurança
- Reposicionamento estratégico das montadoras
Essas variáveis elevaram o preço final ao consumidor, consolidando a tendência de valorização de carros populares, SUVs e picapes.
Impacto no consumidor
Com modelos básicos ultrapassando facilmente a faixa dos R$ 90 mil, o cenário se mostra desfavorável para quem busca veículos de entrada. Especialistas indicam que, nos próximos meses, os preços devem se manter estáveis, sem previsão de queda significativa.
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