Quem mora em Anápolis, ou mesmo quem não mora e já passou no cruzamento da Rua Professora Zenai Roriz com a Avenida Maranhão, no Bairro Jundiaí, certamente, se deparou com um muro grande de cor rosa, guardando ao fundo uma mansão da mesma cor, em meio a muitas árvores e uma arquitetura diferenciada.
Nessa casa, morou Mounir Naoum e sua família. Ele foi personagem da vida real de um livro (de autoria do professor Pedro Fernando Sahium, ex-Prefeito de Anápolis, e do jornalista Danilo Boaventura-Portal 6), que contou a saga desse libanês que imigrou para o Brasil com 17 anos de idade e alguns poucos dólares na carteira e se tornou um dos grandes empreendedores do país, com atividades nos setores sucroalcooleiro, de hotelaria, construção civil, dentre outros.
O imóvel foi construído nos anos 1980, com projeto desenvolvido pelo renomado arquiteto Marcos Tomanik. No fundo, está a área que hoje abriga o Jardim Botânico, onde antigamente era a sede do Clube Ipiranga. O Jardim Botânico foi tombado como patrimônio histórico, cultural e arquitetônico pela Lei n.º 4.544, de 23 de abril de 2026.
Agora, chegou a vez do tombamento da Casa Rosa. Projeto nesse sentido foi apresentado pelo prefeito Márcio Corrêa e aprovado por unanimidade na Câmara Municipal, durante sessão extraordinária ocorrida na última quinta-feira (3/6).
“Tal preservação busca evitar sua destruição ou descaracterização, prevenindo consequências irreversíveis à integridade ambiental do ´cinturão verde´ do Município de Anápolis para as futuras gerações”, destaca a justificativa do prefeito no projeto, que passou sem um único voto em contrário.
O projeto ressalta ainda que o tombamento se dá em razão do imóvel possuir conexão com acontecimentos marcantes dentro de um pedaço da história de Anápolis, além do “vínculo afetivo” que a casa criou com a cidade e seus moradores.
Muitos anapolinos, quando passam por ali, sempre têm na cabeça a dúvida sobre o número de quartos e banheiros na Casa Rosa. Isso é o de menos, mas mostra que o local tem uma correspondência com o imaginário popular.
Pessoas famosas, autoridades, certamente, transitaram em seus salões. Mas, o tamanho e a importância que tem essa casa é o tamanho da simplicidade do “Senhor Mounir”. Que não foi só um grande empresário, mas um cidadão benemérito, que deixou também um grande legado na área social do município.
A Casa Rosa é um abrigo de histórias e essas histórias, são patrimônios para a atual e as futuras gerações de Anápolis.
Leia também: Prefeitura homologa licitação e confirma Funev na gestão da UPA Alair Mafra
