Apesar de as atenções estarem voltadas para o enfrentamento dessa fase da pandemia, com os índices de contaminação mais elevados e o surgimento de variantes mais agressivas do coronavírus, há que sobrar um espaço na agenda para o debate das políticas públicas para o período pós-pandemia.
E é preciso ser realista em relação a essa questão: ainda temos muito caminho pela frente. Mas, o momento é oportuno, sobretudo, porque não estamos num ano eleitoral em que, via de regra, no País, as grandes pautas reformistas ficam mais difíceis de serem debatidas e levadas a efeito.
Agora, é imperativo que essas pautas não sejam pautas exclusivas do presidente, dos deputados, dos senadores. A população, de alguma forma, deve ser chamada a participar desse processo. O momento é de união e de convergência em prol do Brasil. Não é um momento para discursos meramente político-ideológico ou politiqueiros. A situação exige que tenhamos uma postura diferente, de cada um de nós, porque a missão assim o requer.
O tempo da política virá para que cada um possa fazer as escolhas dentro daquilo que acredita, de forma democrática, como deve ser uma eleição. Mas, agora, é o tempo para a construção e a reconstrução. Se ficarmos na inércia, patinando nos debates raivosos, nos festivais de fake news e memes em redes sociais, vamos ter de pagar, lá na frente, um preço muito alto para toda a sociedade. Aliás, já estamos pagando com milhares de vidas perdidas e outras milhares que estão nos hospitais precisando de atendimento.