A vocação de Anápolis para a indústria, certamente, foi um atrativo para a instalação da primeira unidade do Serviço Nacional da Indústria (Senai), em Goiás.
O livro: “Senai Goiás 60 anos – Da carpintaria à automação industrial”, de autoria dos jornalistas Deire Assis e Dehovan Lima, traz um retrato sem retoques sobre a vinda do Serviço Nacional da Indústria para Goiás, antes mesmo da criação da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).
Anápolis foi a cidade escolhida para abrigar a instituição que era, então, subordinada à 6ª Delegacia do Senai de São Paulo, dirigida pelo engenheiro suíço Roberto Mange, que veio para o Brasil lecionar Engenharia Mecânica e tornou-se um artífice na construção das escolas Senai de Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Anápolis, dentre outras.
Foi em 9 de março de 1952 que foi inaugurado a primeira unidade do Senai, no município de Anápolis. A construção começou quatro anos antes e, então, a cidade contava com pouco mais de 30 mil habitantes e um arque industrial com quase nenhuma projeção.
A escolha do município se deu graças ao empenho do então arcebispo metropolitano de Goiás, Dom Emanuel Gomes de Oliveira.
Engrenagem do desenvolvimento
A semente plantada por Roberto Mange e por Dom Emanuel Gomes gerou bons frutos. O Senai de Anápolis tornou-se referência e mola propulsora para o desenvolvimento da região.
Foi na unidade que o Capitão Waldyr O´Dwyer formou mão-de-obra para atuar na concessionária Mercedes-Benz, Anadiesel, fundada e constituída inicialmente em 1963 por ele, juntamente com Virgilio de Barros Abreu, então gerente da Brasília Diesel, e por um renomado mecânico da época, Juarez Machado.
Em uma via de mão dupla, a Anadiesel, por sua vez, fornecia estrutura para as aulas práticas dos alunos da área de mecânica do Senai.
Além disso, o Senai foi a porta aberta para a indústria de metalurgia, tendo como um dos principais, na época, a oficina da família Steckelberg, que chegou a prestar serviços importantes durante a construção e os primeiros anos da implantação de Brasília, no Governo Juscelino Kubistcheck.
Polo Farmacêutico e CAOA
O Senai de Anápolis foi, também, um aliado importante na formação de mão-de-obra para atender às necessidades do polo farmacêutico, que surgiu no começo dos anos 1990 e, hoje, é o segundo maior do País.
Foi também por meio do Senai, que foram formadas as primeiras turmas para o chão de fábrica da montadora CAOA. Uma parceria que se mantém atualmente.
Em Anápolis, o Senai ampliou seu escopo de aprendizagem, oferecendo além de vários cursos técnicos, também cursos tecnológicos superiores, através da Faculdade de Tecnologia Senai Roberto Mange, que teve o reconhecimento do MEC no ano de 2004.
Com informações dos livros:
“Senai Goiás 60 anos – Da carpintaria à automação industrial”, de autoria dos jornalistas Deire Assis e Dehovan Lima
“Fieg Anápolis- Uma história de lutas”, de autoria dos jornalistas Claudius Brito e Mariana Lourenço
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