Força mapeia tecnologias de ataque e antidrone disponíveis no mercado de defesa
O Exército Brasileiro intensificou os estudos para ampliar o uso de drones militares em suas operações e, nesse movimento estratégico, passou a avaliar a aquisição de drones armados, incluindo os chamados drones kamikaze, também conhecidos como munições vagantes. Além disso, a Força analisa plataformas capazes de lançar munições de precisão. A iniciativa, portanto, reforça a preocupação do Exército com a rápida evolução da tecnologia militar, da guerra não tripulada e da necessidade de adaptação ao cenário geopolítico internacional.
Prioridade estratégica
Segundo relatos de militares, o Exército Brasileiro colocou o desenvolvimento e a eventual aquisição de sistemas de drones de ataque e sistemas antidrone no centro de suas prioridades estratégicas. Nesse contexto, a Força reconhece que o emprego intensivo de veículos aéreos não tripulados (VANTs) se consolidou como uma das marcas das guerras modernas. O conflito entre Rússia e Ucrânia, por exemplo, evidenciou o papel decisivo dos drones militares, que passaram a atuar de forma integrada com mísseis de cruzeiro, artilharia de longo alcance e operações terrestres.
Corrida global
Esse novo ambiente de conflito, por sua vez, acelerou uma corrida global por drones militares armados, impulsionando a indústria internacional de defesa. Atualmente, governos e empresas movimentam bilhões de dólares em pesquisa, desenvolvimento e inovação militar, enquanto buscam soluções mais letais, versáteis e com baixo custo operacional. Esses sistemas atendem desde missões de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) até ações ofensivas de ataque de precisão, nas quais os drones kamikaze ganham protagonismo.
Consulta ao mercado
Diante desse cenário, o Exército Brasileiro publicou, em 23 de dezembro, uma Requisição de Informações (Request for Information – RFI) direcionada a empresas do setor de defesa, segurança e tecnologia militar. A iniciativa busca mapear capacidades disponíveis, identificar tecnologias de drones armados, avaliar sistemas antidrone e, ao mesmo tempo, medir o interesse da indústria em futuros projetos estratégicos voltados à modernização das Forças Armadas.
Essa fase, contudo, não envolve compra nem contratação. A RFI atua como uma etapa técnica preliminar, por meio da qual o Exército levanta informações sobre soluções existentes, avalia a maturidade tecnológica dos sistemas apresentados e identifica quais requisitos técnicos poderão ser exigidos em um eventual processo de aquisição de drones kamikaze e antidrone. Dessa forma, a Força constrói uma base sólida para decisões futuras.
Processo de aquisição
Na fase de RFP, as empresas deverão apresentar propostas técnicas e comerciais completas, incluindo valores, cronograma de entrega, requisitos operacionais, possibilidades de transferência de tecnologia, suporte logístico e integração com sistemas já utilizados pelo Exército Brasileiro. A partir da análise dessas propostas, a Força poderá iniciar o processo de contratação e, consequentemente, avançar na incorporação de drones kamikaze ao seu arsenal, alinhando-se às tendências da guerra moderna, à doutrina militar contemporânea e ao avanço da tecnologia de defesa no século XXI.
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