“Vivemos esperando dias melhores, dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás (…) vivemos esperando dias melhores pra sempre”. Esse é o trecho de uma música brasileira bastante conhecida que retrata bem a expectativa humana quanto ao futuro. A esperança de que o mal de hoje não perdurará impulsiona a caminhada. No entanto, será que algum dia teremos dias melhores para sempre? Como cristão, acredito que somente na Eternidade estaremos definitivamente livres da dor, angústia e pesar.
A Bíblia é categórica ao nos afirmar que “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Ap 21:4). Mas até esse dia chegar, como conseguiremos sobreviver ao sofrimento que insiste em fazer parte das nossas vidas. Com fé e pela graça.
Essa resposta tão direta está longe de ser algo simples se analisada em sua profundidade. A fé nos sustenta durante as adversidades. Isso, entretanto, não quer dizer que não teremos momentos de aflição. Significa que na turbulência, teremos quem nos sustente e acolha. “No dia da minha angústia clamarei a ti, pois tu me responderás” (Sl 86:7).
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Assim como os incrédulos, passaremos por tribulação, porém, a certeza de que Deus é por nós e nos sustentará é o diferencial que nos faz prosseguir. “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” (Hb 11:1). E é esse sentimento que nos dá a garantia da vitória: “O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo 5:4).
Se pela fé prosseguimos, a graça renova as nossas forças para viver com confiança e esperança. É um presente de Deus para que nós, pecadores, suportemos os dias maus até que estejamos diante do Pai. Haverá dias em que a dor tornará difícil, talvez quase impossível, acreditar que o alívio virá; o sofrimento vai além do suportável; a tristeza parece sufocar. O que fazer? Como e por que sobreviver?
Paulo, em sua segunda carta aos Coríntios, relata sua dor (“um espinho na carne”) e a resposta de Deus a suas orações: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12:9). O Senhor é Deus e conhece-nos mais que nós mesmos. E quando acreditamos que chegamos ao limite, Ele está ali para nos ajudar a resistir e prosseguir, amparando-nos.
O fato de Jesus ter passado pela morte e tê-la vencido dá-nos a certeza de que, enfrentando as adversidades em Seu nome e contando com a Sua graça, também podemos vencer. Para tanto, precisamos depositar nossas angústias e nossos sofrimentos aos pés da Cruz e confiar. Confiar no sentido estrito da palavra: colocar-se sob os cuidados sem receio. Confie e não desista! Ore, clame ao Senhor crendo em Suas promessas: “Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is 43:2). Porque, com fé e pela graça, o alívio há de chegar!




