Polícia investiga se novo aparelho ajudou a dificultar apurações sobre o assassinato da corretora
A Polícia Civil investiga se Maicon Douglas Souza Oliveira, filho do síndico Cléber Rosa de Oliveira, comprou um novo aparelho celular para auxiliar na ocultação de provas do assassinato da corretora Daiane Alves Souza, em Caldas Novas. Segundo os investigadores, a aquisição ocorreu após o desaparecimento da vítima e pode ter sido uma estratégia para dificultar o rastreamento de comunicações ligadas ao crime.
Para a polícia, a utilização de um telefone novo dificulta a recuperação de dados anteriores e compromete a identificação de mensagens, chamadas e contatos relevantes. Por isso, o aparelho passou a ser tratado como um elemento central da apuração.
Suspeita
De acordo com a investigação, o celular pode ter sido usado para organizar ações posteriores ao crime, como a limpeza de locais, o descarte de vestígios e o alinhamento de versões entre os envolvidos. Assim, a polícia trabalha com a hipótese de que houve uma tentativa deliberada de interferir na produção de provas e retardar o esclarecimento dos fatos.
Os investigadores também analisam se o dispositivo foi utilizado para excluir arquivos ou apagar históricos de conversas que pudessem indicar algum tipo de ligação com o homicídio.
Materiais apreendidos
Durante o cumprimento de mandados judiciais, a Polícia Civil apreendeu outros aparelhos eletrônicos e documentos. Em seguida, os peritos iniciaram a análise de dados de comunicação, registros de localização e eventuais indícios de exclusão intencional de informações.
Com isso, a apuração busca identificar se existiu uma atuação coordenada para interferir no andamento do inquérito e comprometer a coleta de provas.
Possível participação
A polícia ainda verifica se o filho do síndico teve envolvimento direto em etapas logísticas do crime, como transporte do corpo ou descarte de provas físicas. Por outro lado, não se descarta que sua atuação tenha ocorrido apenas após o homicídio, com foco na ocultação de vestígios e na tentativa de dificultar a investigação.
Para os investigadores, a conduta sob apuração reforça a possibilidade de uma ação consciente para comprometer o trabalho policial. Além disso, o uso de recursos tecnológicos indicaria um nível maior de organização e intenção de interferir no esclarecimento do caso.
Inquérito aberto
O inquérito segue em andamento e novas diligências não estão descartadas. A expectativa da Polícia Civil é que a análise pericial dos dados digitais e dos materiais apreendidos esclareça se o celular comprado após o crime foi, de fato, utilizado para ocultar provas e tentar obstruir a Justiça no caso da morte de Daiane Alves Souza, em Caldas Novas.
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