De acordo com dados oficiais, elas ocupam, mais precisamente, 39,9% dos vínculos empregatícios em estabelecimentos com 100 ou mais empregados no Estado
As mulheres respondem por 206,9 mil dos 518,4 mil vínculos nessas empresas, conforme dados do Painel do Relatório de Transparência Salarial. Mas, o levantamento mostra que elas ganham 22,9% a menos do que os homens nessas empresas. E, ainda, que o número de mulheres pretas e pardas empregadas em estabelecimentos com 100 ou mais trabalhadores cresceu 29% entre 2023 e 2025, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões, o equivalente a mais de 1 milhão de novas contratações formais. O Estado de Goiás contava, em dezembro de 2025, com 1.490 estabelecimentos com 100 ou mais empregados, responsáveis por 518,4 mil vínculos empregatícios. Desses, 206,9 mil eram ocupados por mulheres, sendo 148,7 mil por mulheres negras (71,9%) e 58,1 mil por mulheres não negras (28,1%).
Os homens empregados nessas empresas somavam 311,4 mil, dos quais 226,6 mil eram negros (72,7%) e 84,8 mil não negros (27,2%). Os dados fazem parte do Painel do Relatório de Transparência Salarial, divulgado na última segunda-feira, dia 27, pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério das Mulheres, juntamente com o 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial. Este relatório mostra, também, que o mercado de trabalho formal brasileiro avançou de forma significativa em 2025, com destaque para a ampliação da participação feminina e, especialmente, para o crescimento da contratação de mulheres negras em grandes empresas. O levantamento apurou que o quantitativo de mulheres pretas e pardas empregadas em estabelecimentos com 100 ou mais trabalhadores cresceu 29. Já o crescimento do emprego na soma total de mulheres foi de 11% e passou de 7,2 milhões para 8,0 milhões, um aumento de 800 mil empregadas no período.
As desigualdades
O resultado nacional acompanha o aquecimento da economia e a expansão do emprego formal no País, ao mesmo tempo em que reforça a importância das políticas públicas voltadas à promoção da igualdade de oportunidades e de renda. Embora o avanço do emprego feminino represente a ampliação da inclusão produtiva, o relatório evidencia que a desigualdade salarial entre homens e mulheres, ainda persiste no Estado. Em Goiás, a remuneração média das mulheres nos estabelecimentos com 100 ou mais empregados em dezembro de 2025 foi de R$ 3.146,20, contra R$ 4.081,98 dos homens. As mulheres negras tiveram como rendimento médio R$ 2.785,60, enquanto o valor médio para as mulheres não negras ficou em R$ 4.087,50. Já os homens negros receberam, em média, R$ 3.632,98 e os homens não negros, R$ 5.336,57, nas empresas goianas.
Já em níveis nacionais, o estudo aponta que as mulheres receberam, em 2025, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado com 100 ou mais empregados, percentual que subiu em relação a 2023, quando era de 20,7%. Em 2025, o salário médio das mulheres no momento da admissão esteve cerca de 14,3% abaixo do registado para os homens, percentual igualmente superior aos 13,7% verificados em 2023. O Painel do Relatório de Transparência Salarial, também, traz um panorama atualizado para o primeiro semestre de 2026 do percentual de estabelecimentos que trabalham com políticas de incentivo à contratação de mulheres nas diferentes unidades da Federação. No Ceará, 4,7% das empresas com 100 ou mais empregados contam com políticas de incentivo à contratação de mulheres vítimas de violência doméstica; 14,8% têm políticas de incentivo à contratação de mulheres LGBTQIAP+, 16,9% têm políticas de incentivo à contratação de mulheres com deficiência, e 18% contam com políticas de incentivo à contratação de mulheres negras.
Junte-se aos grupos de WhatsApp do Portal CONTEXTO e fique por dentro das principais notícias de Anápolis e região. Clique aqui.
