Polícia identificou conversas sobre ataques violentos em Brasília
Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou um grupo que articulava, pela internet, possíveis atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília. Os integrantes nunca haviam se encontrado presencialmente, porém discutiam a fabricação de explosivos e compartilhavam discursos de ódio em grupos virtuais. As autoridades monitoravam as conversas por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
“Vocês deveriam listar os principais alvos para garantir o sucesso da revolução”, dizia uma das mensagens. Em outra conversa, um dos participantes escreveu: “Muito dificilmente nossos inimigos estão concentrados em um único lugar”.
Ataques planejados
As conversas aconteciam em dois grupos do aplicativo Telegram. Um deles tinha uma imagem de Adolf Hitler como foto de perfil. Entre os planos discutidos pelos integrantes estava o de “explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater”.
O monitoramento realizado pelas autoridades indicou que as conversas envolviam planos concretos de violência. “Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios”, disse Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública.
O ministro ressaltou a gravidade do caso. Além disso, afirmou que a sociedade deve permanecer atenta para evitar que comportamentos desse tipo sejam minimizados ou tratados como normais.
Conteúdo extremista
Um relatório do Ciberlab, laboratório especializado em crimes cibernéticos, apontou que o material compartilhado nos grupos apresentava elevado grau de periculosidade.
Segundo o documento, as mensagens tratavam do planejamento de atos violentos com o uso de artefatos explosivos. O conteúdo também incluía disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência.
O acesso aos grupos era restrito e dependia de links específicos ou de buscas pelos nomes exatos das comunidades.
*Com informações do G1
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